PAI NOSSOS

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O senhor é a minha luz

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Amém!!!
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quarta-feira, 22 de julho de 2009

"Sabemos que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8:28).

Todos nós preferimos evitar as adversidades e desafios e principalmente quando se trata de problemas que comprometem a nossa saúde, a nossa família ou questões de ordem financeira, como o desemprego e a falta de recursos.

Creio que procuramos fugir dos problemas, porque originalmente não fomos feitos para conflitos, nem sofrimentos, enfermidade ou pobreza. Adão era perfeito, morava em um lugar perfeito, onde conceitos como doença, morte, pobreza e conflitos eram totalmente desconhecidos em termos práticos. E não podia ser diferente, pois o pecado ainda não fazia parte da natureza do primeiro homem, e o diabo não tinha nenhum espaço para atuar.

A dor surgiu com a queda de Adão, conforme podemos observar no pronunciamento do Criador após a queda, e, embora Jesus já tenha redimido todo o planeta, a dor só será banida para sempre com o aparecimento de novos céus e nova terra, quando o intruso for expulso daqui, e tudo for restaurado. Observe que é só uma questão de tempo. Do nosso tempo, porque visto pela ótica da eternidade tudo já está consumado.

“Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso” (Jo 12:31).

Seria ótimo que a fé florescesse no fértil solo do Jardim do Éden, mas infelizmente não é assim. Na verdade Adão desprezou a condição de exercer a fé naquele ambiente perfeito, tão perfeito quanto era o próprio Adão. Deve ser algo excessivamente fácil crer nas Palavras de Deus, quando vivemos em total ausência desta natureza carnal e rebelde que está sempre procurando obstruir a nossa fé.

Não foi por acaso que Adão foi expulso do Jardim do Éden. Foi devido ao pecado. Aquele não era mais o ambiente apropriado para um homem pecador. Desde então, a terra - de espinhos e abrolhos – se tornou no lugar adequado para a nossa fé florescer e dar fruto! Ao meditarmos na Palavra, deveríamos concluir: Um Éden perfeito seria adequado para um Adão perfeito; uma terra imperfeita para uma descendência de Adão igualmente imperfeita! Mas está se aproximando o dia, quando todo aquele que branqueou as suas vestes no Sangue do Cordeiro, poderá retornar ao Éden. Observe o que Paulo escreveu a respeito:

    Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar d’olhos, ao ressoar a última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e o que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir da incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão (I Co 15:50-58).

E foi nessa terra infestada de demônios e dor que Jesus sentiu a dor de ser gente, vivendo em um corpo de carne e ossos, onde aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu, experimentando uma dor ainda maior, quando morreu e ressuscitou, para que, em Seu Nome, pudéssemos também não só enfrentar, mas desbaratar a Serpente, tal como Ele fez enquanto viveu entre nós, porquanto Ele disse: “Estas cousas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo!”.

Apesar do desconforto que as adversidades nos causam, é bom aprendermos a erguer a cabeça, já que Sabemos que nossa casa não vai cair, porque a força que opera em nosso espírito é maior do que a tempestade que o inimigo lança contra nós. Ah Como precisamos nos conscientizar desse grandioso fato!

Compreender que devemos ter por motivo de grande alegria o passar por, não apenas uma, duas ou três, mas, várias provações, e que é nesse terreno de podridão que Este Nome deseja manifestar o seu Real Poder, tem me ajudado a ver nas adversidades, além do desafio, o verdadeiro potencial para crescer. Os desafios e tempestades constituem-se em um cenário ideal para o aperfeiçoamento da nossa fé, tornando-a cada vez mais robustecida para os próximos combates.

Um número excessivo de cristãos crê que Deus envia enfermidades para nos experimentar. Não, não é Ele quem faz isso. Ao contrário, Ele solucionou este e outros problemas para nós, como foi o caso da própria morte, que foi tragada pela vitória, e Ele levou sobre sim as nossas dores e as nossas doenças! Acertamos ao perceber que em meio às adversidades, a fé sempre cresce. Porém, falhamos em concluir que é Deus quem envia as enfermidades a fim de nos ensinar e treinar nos caminhos da fé.

Não estou dizendo que a adversidade em si nos é benéfica, pois o objetivo do diabo é sempre roubar, matar e destruir. E para atingir os seus objetivos, sorrateiramente ele se aproxima, como se fosse um anjo de luz, a fim de nos dar a interpretação sobre os problemas que ele mesmo causou. E se dermos ouvidos a este mentiroso, entraremos em desespero. Eu simplesmente creio que o nosso Poder de Fogo é Maior do que tudo! E que depois de cada combate, tendo manejado a Espada do Espírito, a nossa fé sobe para outro nível.

Infelizmente problemas existiram, existem e continuarão existindo e para o nosso próprio bem é melhor aprendermos a lidar com eles à luz da Palavra de Deus. Assim, a primeira atitude que devemos ter em relação às lidas do dia a dia, é começar a vê-las por um outro ângulo, como reais oportunidades para fazer a nossa fé triunfar! Não sei se você já viveu o suficiente para saber que deve se preparar, porque problemas e desafios de toda natureza sempre aparecerão. Eu conclui que é melhor aprender a enfrentá-los.

Em meio às circunstâncias adversas, o que se passa é que parece que a nossa alma se estreitou um pouco além do normal. E o desconforto pelo qual passamos é devido ao sentimento de tristeza e abatimento que quer tomar conta de nós. - Por que você não viaja? Sugere o inimigo. Tire umas férias e vá para um lugar gostoso. Alugue uns filmes para se distrair, ele continua. Podemos dar qualquer tipo de distração à nossa alma, mas quando voltarmos à realidade dos fatos e retomarmos a nossa vida, perceberemos para a nossa frustração, que o problema ainda está lá, e que nós estamos piores do que antes. Certamente com menos dinheiro...

Mas, por favor, não fique alarmado, trata-se de apenas montículos desafiando a nossa fé, pequenas elevações ao nosso redor, que tentam se nos apresentarem como enormes cordilheiras intransponíveis. Porém a verdade é bem outra, muito acima de tudo o que costumeiramente sentimos, porquanto Ele disse: “(...) Maior é aquele que está em nós (...) (I Jo:4:4); “(...) e, em meu nome, expelirão os demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma cousa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre os enfermos, eles ficarão curados” (Mc16:17,18).

Sendo assim, Cante e Grite a Vitória em todo o tempo, porque a situação que você está enfrentando, nada mais é do que uma excelente oportunidade de constatar o quanto Este Nome é Poderoso! Oportunidade para a sua fé crescer. Não é maravilhoso que podemos ver algo do qual todos estão fugindo, como uma oportunidade para crescermos? Ah eu me alegro com isso, e você? Veja a experiência curiosa pela qual o reticente Moisés passou, quando Deus lhe desafiava a enfrentar o líder da maior potência do mundo daqueles dias, o poderoso Faraó, o rei do Egito:

    Perguntou-lhe o Senhor: Que é isso que tens na mão? Respondeu-lhe: Uma vara. Então, lhe disse: Lança-a na terra, e ela virou uma serpente. E Moisés fugia dela. Disse o Senhor a Moisés: Estende a mão e pega-a pela cauda (estendeu ele a mão, pegou-lhe pela cauda, e ela se tornou em vara) (Ex 4:2-4).

Como qualquer um de nós também faria, Moisés fugia, afinal, não era uma minhoca, tratava-se de uma serpente! Mas Deus lhe dá a instrução inusitada de segurá-la pela cauda. Estranho? Eu também acho, ainda mais pela cauda! Penso que seria mais fácil pegar a serpente pela cabeça, como todo mundo faz. Moisés obedeceu, e quando o fez ficou surpreso. E não foi à toa: A serpente virou um pedaço de pau, completamente dominada por Moisés!

O grande ensinamento deste episódio é que devemos tratar com as circunstâncias de acordo com a orientação do Espírito de Deus, mesmo quando parece a coisa mais absurda a fazer. E como Moisés, também vamos saber que poderosa não era a serpente, mas a Palavra de Deus!

Em meio aos bombardeios que já enfrentei e ainda tenho que enfrentar, que são idênticos aos que são lançados também contra qualquer um, já cansado de tentar evitar, de fugir, de fechar os olhos para fingir que não estou vendo, tenho adotado a seguinte postura, já calejado devido a tantos combates, como ficar surdo, passar por sintomas de enfarto, cair desmaiado, a rua na qual estava dirigindo se inclinou a 45º, isto sem me referir a problemas emocionais e familiares, que vou seguir em frente não me importando nem um pouco com o tamanho nem com a natureza daquilo que o inimigo lança contra mim. Afinal, não há motivo para pânico, Jesus já venceu, aleluia!

Afinal, o que poderá me acontecer? Morrer? Como Paulo, estou no Evangelho por tempo suficiente para também saber que partir e estar com Cristo é infinitamente melhor, porque quando eu partir não terei mais que chorar devido a tanta injustiça e incredulidade (lá não há lágrimas, nem tristeza), tão pouco ouvirei qualquer notícia ruim, nada mais saberei sobre as obras do diabo e do sofrimento e podridão que ele causou a este velho mundo, que está próximo do seu fim.

Observe bem, meu irmão, todos nós morreremos um dia. De uma forma ou de outra, pois esta sentença está sobre a nossa cabeça. Uns partem mais cedo que outros, mas todos iremos rumo à eternidade, com ou sem Cristo, salvos ou perdidos. Porém, nada de desespero nessa hora, devemos partir de cabeça erguida, honrando e dignificando Àquele que nos abriu as portas dos céus! E a única maneira de fazermos isto é causando um enorme estrago ao reino das trevas. Não devemos partir antes de tirarmos de suas garras milhões de vidas preciosas que ele tem mantido aprisionadas no cativeiro do pecado; não antes de vermos um poderoso avivamento em nossa pátria; nunca antes de podermos dizer: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé, já agora a cora da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (II Tim 4:7,8).

É em meio aos problemas da vida diária que, apesar do desconforto, a semente da fé floresce em nossos corações. Achamos muito estranho que seja assim, porém é a mais pura verdade, meus amigos. Observe a pequena semente lançada na terra, sujeita às variações de temperatura, ao alto calor do sol, ao frio, à chuva, ao risco de animais que procuram removê-la da terra. Se a semente, indagada sobre como estava se sentindo no seio da terra pudesse responder, certamente diria: “Olha, está uma tanto desconfortável, e a situação é bem sufocante aqui embaixo, mas espere um pouco e você verá no que eu vou me tornar!”. Por acaso Ele não disse “(...) se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto?” (Jo 12:24).

A fé NUNCA cresce em ambiente pacífico. Pense em Jesus, que desde o nascimento seus pais tiveram que fugir para o Egito, pois o maníaco Herodes procurava um jeito de matá-lo. E quantas outras batalhas Ele travou! Incompreensões da própria família que O julgaram como alguém fora de si, as múltiplas facetas do diabo procurando derrubá-lO através das muitas tentações que Ele enfrentou, a batalha com os religiosos, o desafio de falar de um reino que seus seguidores estavam mais propensos a negar do que obedecer, porque não conseguiam ver este reino, muito menos entender as suas leis.

Uma lida, mesmo que superficial em Hebreus capitulo 11, nos convencerá de que não houve um sequer na história dos homens que trilharam o caminho da fé antes de nós, que o tenha feito deitado em uma rede à beira-mar, tomando água de côco, e quando indagado sobre o que estava fazendo, tenha respondido: Estou aqui deitado treinando a minha fé!

Não gostamos muito disso, mas a nossa “musculatura espiritual” é desenvolvida pela combinação dos desafios que enfrentamos e a Poderosíssima Vida Ressurreta de Cristo que passou a habitar em nossos corações – a Nova Natureza – a partir do dia em que entregamos o nosso coração a Ele. Trata-se de aprendermos a nos utilizarmos desse Poder para transpor obstáculos, haja vista que este poder não só é real, como habita em nós.

É por isso que está escrito: "Tende por motivo de grande alegria o passardes por várias provações” (Tg 1:3).

SEMPRE - repare bem - S-E-M-P-R-E foi, é, e será nas adversidades onde podemos medir a capacidade de nossa fé e também onde podemos identificar os pontos fracos que estão necessitando de reforço ou reparo espiritual. Desde uma ofensa sofrida até uma doença incurável do ponto de vista da medicina. Sendo assim, não deveríamos nos esconder, muito menos nos encolher diante dos problemas, pois eles são de grande auxilio para conhecermos o nosso potencial.

Portanto, não fuja meu irmão! Enfrente-os. Você sabia que, em meio aos desafios, quando geralmente repetimos os mesmos vícios infantis de incredulidade, passando a murmurar, o diabo fica pulando de alegria à nossa volta, comemorando a nossa reação de derrota?

Provérbio 24:10 diz: “Se te mostras fraco no dia da angústia, a tua força é pequena”. Quando constatamos que a nossa força é pequena, não desanimemos, lancemos mão dos instrumentos que conhecemos, rumo à nossa edificação pessoal, e como um bom atleta de Cristo Jesus, se não fugirmos, estaremos mais fortes e prontos para o próximo combate. Acredite-me, haverá sempre muitos outros.

Nunca deveríamos nos esquecer de que estamos em território inimigo, porque agora somos “concidadãos dos santos e da família de Deus”, somos forasteiros numa terra estranha, e trazemos a marca da vitória. O inimigo tem grande preocupação e vigilância com cada crente, porque não sabe de onde pode se levantar outro Paulo, outro Estevão ou outro Pedro.

Somos portadores de um poder de combate infinitamente superior ao dele, pois o Espírito daquele que ressuscitou a Cristo dentre os mortos habita também em nós, e temos poder para saqueá-lo, poder para mudar até mesmo o campo de interesse de multidões, pois ele teme que a Igreja outra vez caia na graça do povo. E nesse combate que o inimigo sabe que já perdeu, e tem medo de que possamos descobrir o que, e quem somos em Cristo. O que ele deseja saber é se sabemos que ele é um adversário já vencido. Quando é que ele fica sabendo que nós não sabemos o tamanho da vitória que temos em Cristo Jesus? Quando nós sucumbimos aos seus ataques. Posso imaginar a cara de deboche do diabo, dizendo “este crente não é de nada”.

O dia que enfrentarmos as adversidades sob outro tipo de força, com a alegria que Tiago está ensinando, com a paz que Jesus falou em João 14:27 e 16:33, no dia que as turbulências não nos encomodarem mais, pois em nossas mentes renovadas estará latejando vivamente a verdade sobre os tais ataques do inimigo contra nós desfechados, pois estes serão apenas mais um indicador de que estamos no caminho certo e que Cristo está sendo de fato honrado e dignificado em nossa vidas e procedimentos, no dia em que todo o nosso ser puder dizer com letras garrafais: “Em nada considero a minha vida por preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que eu recebi do Senhor Jesus para testemunhar o Evangelho da graça de Deus” (At 20:24). No dia que compreendermos que é só quando a substância da fé em nossos corações for MAIOR que a circunstância e o desafio adverso, e que não somos mais aqueles cristãos raquíticos de outrora. É porque aquele também será o dia em que a fraqueza está dando lugar a um tipo de “musculatura espiritual” e a uma fé poderosíssima adquirida em combates passados. E como Davi, teremos aprendido a tirar a ovelha da boca do urso e do leão, para então sabermos que Ele é capaz de nos entregar os gigantes que já não nos assustam mais, e poderemos dizer aos moradores dessa terra que não precisam mais viver assustados como Israel diante do Golias, pois Jesus é Escudo, é Força, é Poder, e que em seu Nome podemos Triunfar Sempre.

Ânimo, meus irmãos! Ele já venceu! Cante, conte e grite a vitória aos ouvidos do inimigo até que ele comece a ter náuseas! Alegre-se, pois nada permanecerá do jeito que está! Se você crê, e eu sei que você crê mesmo, então exercite sua fé hoje para louvar a Deus por sua fidelidade e amor, e quando toda a tribulação passar – e foi Ele quem disse que vai passar - você estará andando em outro nível de paciência, amor e fé. E mais, terá o que contar aos seus filhos e netos biológicos e também aos seus filhos na fé, pois afinal você vai crescer tanto que um dia dará boas risadas da forma como está se sentindo agora.

Mas você pode começar a rir agora. Aproxime-se de seu Pai de Amor que não permite que nos sobrevenha tentação acima de nossas forças (I Co 10:13). Ele já enviou o escape. As línguas Estranhas e secretas são o escape, A oração de súplica, de arrependimento, de gratidão, de entrega, de rendição, de louvor, de adoração. Aquele que nos ouve, é o que nem mesmo o seu próprio Filho poupou, antes Ele o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com Ele todas as coisas? É aquele que disse que se nós, sendo maus sabemos dar boas dádivas aos nossos filhos, como não dará boas cousas àqueles que lho pedirem? Por isso Ore, ore e ore. Ore sem cessar. Ore até ficar bom! Ore até desanuviar a própria alma! Ore até a vida de Deus se manifestar em seu coração! Ore até sarar! Ore até os demônios a ficarem arrepiados e começarem respeitar! A oração é a principal chamada do crente!

Só uma coisa não faça: Que é ficar com a boca fechada. Abra a boca e faça os principados e potestades saberem quem é Você: UM (a) FILHO(a) MUITO QUERIDO(a) DE NOSSO PAI, POR QUEM JESUS DEU A SUA PRÓPRIA VIDA! Por acaso não foi Ele quem disse “Alegrai-vos ó pequeno rebanho, porque ao Pai agradou dar-vos o reino!” Aleluia!

Pr. Eurípedes Soares.

Um servidor do Reino de Cristo.

domingo, 19 de julho de 2009

RAQUEL, EDIFICADORA DA CASA DE ISRAEL

anjo_escada

É comum termos a impressão de que a história é escrita por pessoas extremamente especiais. Convencemo-nos de que Deus somente inclui em seus projetos os fortes, capacitados, habilidosos, perfeitos, os aclamados como heróis. No entanto, pego-me, por vezes, imaginando como é para Deus ter de contar conosco. Já me perguntei como é para Deus ter de contar comigo, ter de contar com os seres humanos, que Ele sabe serem imperfeitos, sendo Ele próprio santo, perfeito. Fico imaginando o tamanho da paciência de Deus, dependendo de pessoas, quando elas são tão falhas. Deus, perfeito, olhando para nós e dizendo: “É, terá de ser com ele mesmo!”. No nosso caso, somos diferentes. Eu mesmo olho para situações da minha vida, para coisas que vivi, coisas da minha história e que, se fosse Deus, diria: “Você, suba: acabou o seu tempo na terra.” Mas, Deus não é assim. Deus olha para as pessoas (que são volúveis, indecisas, inconstantes, orgulhosas, incrédulas, interesseiras, egoístas, resistentes, desapontam-se com facilidade, desistem com rapidez e são até mesmo irreverentes) e sempre acha que pode contar com elas. Deus não desiste! Ele é paciente, ponderado, compassivo, bondoso, misericordioso, perdoador - graças a Deus!
De fato, muitos capítulos da história foram escritos por pessoas comuns, que não possuíam nada de heróico em seu perfil. Essas pessoas eram parecidas conosco. Eram pessoas que enfrentavam seus fantasmas, administravam suas crises, sofriam com a sua condição, deparavam-se, dia após dia, com as suas fragilidades, seus conflitos emocionais e suas debilidades sociais: gente de carne e osso, como eu ou você. Essas pessoas também tinham contas a pagar, precisavam trabalhar, tinham problemas financeiros e tinham uma família (daí não é necessário dizer mais nada); e, se as denominamos “heroínas” porque diziam, “Venho em nome do Senhor”, também, sabemos que outros de seus comentários incluíam, “Senhor, mata-me e recebe logo o meu espírito!”. Talvez, o que as diferencie seja o fato de que creram em seu chamado, apegaram-se às promessas, cumpriram seus propósito na terra, apesar de si mesmas. Essas pessoas reconheceram os seus limites  muitas vezes a duras penas, caindo e levantando, batalhando e lutando , mas, porque creram em Deus, fizeram aquilo que era necessário para cumprir os Seus desígnios para suas vidas; tal como aconteceu com a personagem de hoje, de que trata o capítulo quarto do Livro de Rute. No versículo 11 desse capítulo, lemos o seguinte:
E todo o povo que estava na porta, e os anciãos, disseram: Somos testemunhas; o SENHOR faça a esta mulher, que entra na tua casa, como a Raquel e como a Lia, que ambas edificaram a casa de Israel;
A passagem trata da ocasião em que Boaz, tendo a intenção de se casar com Rute, consulta os anciãos da cidade (para que lhe dêem a sua aprovação) e eles se demonstram favoráveis, abençoando o seu casamento e desejando que Rute lhe seja como esposa o mesmo que Raquel havia sido a Israel, “uma edificadora de sua casa”. Ao lermos essa passagem, de Raquel sendo lembrada como alguém que “edificou a casa de Israel”, tendemos a crer que Raquel era uma mulher “super-poderosa”. Mas, veremos que não é esse o caso; que Raquel era uma moça como qualquer outra, cuja vida se tornou extraordinária apenas por permitir que Deus a “usasse” com poder.
A história de Raquel tem início com a história dos “patriarcas da fé”, que é mais ou menos a seguinte: Deus escolhe um homem no desejo de criar um povo para Si. O nome desse homem é Abrão, que reside na cidade de Ur, do povoado caldeu. O chamado de Abraão (como mais tarde passou a se chamar) exige uma renúncia, ele larga tudo rumo a uma “terra prometida” que jamais conhece, vive como peregrino, e os seus descendentes e que vivem a promessa. Deus lhe diz: “Multiplicarei a sua descendência como as estrelas do céu. De ti farei uma grande nação”. Abraão e Sara, sua mulher, têm um filho chamado Isaque. Isaque tem dois filhos, Esaú e Jacó, e a história de Raquel será contada a partir da (conturbada) história de Jacó, num momento em que é obrigado a fugir do lugar onde vive, procurando apoio na casa de seu tio Labão e passando a saber de sua existência, visto ser sua prima. O capítulo 29 do Livro de Gênesis relata os detalhes desse encontro, nos versículos 10 a 20:
E aconteceu que, vendo a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, irmão de sua mãe, chegou Jacó, e revolveu a pedra de sobre a boca do poço e deu de beber às ovelhas de Labão, irmão de sua mãe. E Jacó beijou a Raquel, e levantou a sua voz e chorou. E Jacó anunciou a Raquel que era irmão de seu pai, e que era filho de Rebeca; então ela correu, e o anunciou a seu pai. E aconteceu que, ouvindo Labão as novas de Jacó, filho de sua irmã, correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e beijou-o, e levou-o à sua casa; e ele contou a Labão todas estas coisas. Então Labão disse-lhe: Verdadeiramente és tu o meu osso e a minha carne. E ficou com ele um mês inteiro. Depois disse Labão a Jacó: Porque tu és meu irmão, hás de servir-me de graça? Declara-me qual será o teu salário. E Labão tinha duas filhas; o nome da mais velha era Lia, e o nome da menor Raquel. Lia tinha olhos tenros, mas Raquel era de formoso semblante e formosa à vista. E Jacó amava a Raquel, e disse: Sete anos te servirei por Raquel, tua filha menor. Então disse Labão: Melhor é que eu a dê a ti, do que eu a dê a outro homem; fica comigo. Assim serviu Jacó sete anos por Raquel; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava.
O verso anterior, de número 9, diz algo interessante: Raquel era pastora. Por conseguinte, Raquel era alguém que trabalhava incansavelmente, não apenas vigiando as ovelhas, mas, dando-lhes água, encontrando os melhores pastos, cuidando de seus ferimentos e até mesmo enfrentando situações de perigo (tais como Davi relata sobre ursos, leões e outros animais perigosos) para protegê-las. Quando alguém trabalha bastante assim, esse alguém demonstra que está pronto, que está à disposição, que tem desejo não de um emprego, mas de trabalhar. E uma pessoa assim vira alvo de Deus. Deus procura pessoas dispostas a trabalhar. Deus não quer pessoas encostadas. Deus não procura pessoas preguiçosas. Deus procura pessoas dispostas a se envolver, a pagar um preço. Talvez, esse seja um método divino, uma vez que, ao lermos a Bíblia, nunca encontraremos histórias de desocupados. Raquel foi escolhida justamente por seu trabalho.
Raquel é também um exemplo de alguém com expectativa de crescer. E ela realmente poderia se encher de esperanças: a escolha de Jacó de trabalhar sete anos para se casar com ela (visto que a amava) representa mais do que sua oração por um marido. Isso lhe chega como uma chamada para edificar algo especial e de valor eterno  os filhos de Raquel estariam entre os doze homens, que formariam as doze famílias constituintes das doze tribos de Israel. Mas, a espera de Raquel é, acima de tudo, uma espera de melhora, uma vez que a novidade inicial de pastorear um rebanho, de ter conquistado a confiança de seu pai, com o passar dos anos, transformou-se em tédio, em dias de espera por algo novo a acontecer, em que se pode arriscar dizer que Raquel estaria até mesmo insatisfeita. Ela, como muitos de nós, estava à espera de uma grande mudança, que ocorreria somente em sete anos (tornando-se, por isso, quase intolerável), mas, que havia resolvido (também como acontece conosco) esperar pacientemente, com confiança de que um dia essa resposta chegaria.
No entanto, não foi isso o que aconteceu. Ao final dos sete anos, em que Raquel finalmente se casaria com Jacó, seu pai, em vez de entregá-la a seu noivo, entrega sua irmã Lia em seu lugar (Gen. 29: 21-24). Quando Jacó descobre que fora enganado, o que (por algum motivo) só veio a acontecer na manhã seguinte ao casamento (Gen. 29: 25), Jacó terá de concordar em trabalhar mais sete anos por Raquel (Gen. 29: 27). Mas, esse não é o ponto. Primeiramente, observamos a influência do “macro ambiente” nas vidas de Jacó e Raquel. Labão não oferecera Raquel a Jacó porque, primeiramente, era costume casar a filha mais velha e (portanto) Lia deveria ser-lhe entregue. Assim, tanto Jacó quanto Raquel deveriam entender que o macro ambiente impunha situações totalmente fora de seu controle, mas que seriam as que mais afetariam as suas vidas. Depois, é necessário examinar a atitude de Raquel, de alguém que, em vez de se revoltar contra seu pai ou sua irmã, ameaçar fugir de casa, incitar Jacó contra a sua família, ou maldizer Deus, incorrendo em rebeldia, fez jus ao significado hebraico de seu nome, “ovelha”, permanecendo em sujeição e obediência e esperando pelo agir de Deus.
De fato, não seria nada fácil o que aguardaria Raquel desse tempo em diante. Olhando para a história de Raquel, penso na expressão “Não dá para piorar mais”. Depois de tudo o que sofrera, ao ser finalmente entregue ao amado (em cumprimento aos demais sete anos que Jacó trabalharia) teve de dividi-lo com a irmã. (Nesse momento, a provavelmente a própria Raquel deve ter pensado que não haveria como as coisas piorarem mais). Não obstante a tamanho infortúnio  haveria, de fato, como as coisas piorarem no que pode ser descrito como uma “seqüência de golpes” atingindo a vida de Raquel , o versículo 31 (do mesmo capítulo 29) dá conta de que Lia era fértil e Raquel, estéril. Desse modo, além da tristeza e frustração de não poder dar filhos a seu marido (mesmo sabendo que ele a amava), Raquel teria de suportar a alegria da fertilidade da irmã que, até o final do capítulo 29, no verso 35, já havia dado quatro filhos a Jacó. E Raquel, então, peca. O primeiro versículo do capítulo 30 relata que Raquel teve inveja de sua irmã e recebeu o furor de seu marido (Gen. 30: 2), pois, em um momento de desespero, em que até mesmo oferecera sua serva a ele para que tivesse filhos por meio dela (Gen. 30: 3 em diante), deixa expressar sua angústia, ao que recebe uma reprimenda.
Isso nos faz lembrar da nossa própria condição, quando chegamos ao ponto em que as coisas deveriam começar a acontecer, em que deveríamos começar a gerar e que, em vez disso, percebemos que falhamos, que não conseguimos suprir as necessidades para as quais fomos designados. De repente, nada de gerar, nem frutificar e nos sentimos fracassados como pessoas, como profissionais e ministerialmente. Sentimo-nos estéreis. E tudo realmente poderia estar perdido, não fosse pelo nosso Deus, que, assim como atentou para o sofrimento de Raquel e lhe concedeu um primeiro filho (Gen. 30: 22, 23), “tirando-lhe a vergonha” (Gen. 30: 23) e preparando o grande salvamento para o povo hebreu  uma vez que esse filho, José, seria vendido ao Egito mas, tornar-se-ia o segundo homem mais importante dessa nação e responsável pela sobrevivência de seu povo , Deus não se esquecerá daqueles que confiam Nele, daqueles que O buscam, daqueles que acreditam. Ele tem o tempo certo para tudo e você, certamente, começará a gerar. Quando você cumpre as etapas, espera o tempo certo, não força uma situação, não força o coração de Deus, você está gerando a resposta. E quando Deus vem é para honrá-lo, para mudar os seus dias!
Lembre-se do final da história de Raquel, de que Deus se lembrou dela; de que era uma moça comum, que queria mostrar ao mundo que dava para confiar em Deus. Ela queria que as pessoas olhassem para ela e dissessem: “O Deus dela é maravilhoso, o Deus dela é poderoso”. Ela passou pelo que passou, mas a sua história mudou. Houve um momento em que a maré virou e hoje é evidente para quem quer que seja que o Deus de Raquel está vivo e é real. Essa era a sua motivação; essa era a sua intenção; e deverá ser a sua própria. Vale a pena confiar em Deus. Vale a pena esperar Nele. Por piores que sejam os seus sentimentos, por mais difícil que seja o que Deus lhe pedir, por mais complexo que seja esperar o tempo divino, faça aquilo que Deus lhe pede. Vai chegar um tempo em que as coisas começarão a mudar. Vai chegar um tempo em que Deus se lembrará de você. E quando as atenções de Deus se voltam para a sua vida, é o momento em que verdadeiramente a sua sorte será mudada.
Deus o abençoe,
Ap. Rina.

GERANDO FILHOS ESPIRITUAIS

MENSAGEM_MAOS_PAI

Uma das sensações mais agradáveis a um líder é a certeza de formar um corpo com sua congregação. Não importando a procedência de cada membro, o melhor é saber que somos “um”, que somos um corpo, que somos uma família. De fato, o conceito divino de Igreja nunca esteve associado a edifícios, programações, métodos ou organizações (que são, antes, necessidades humanas), mas ao conceito de família. A Igreja é um organismo vivo, uma família, originária dos relacionamentos entre pessoas que, por sua vez, relacionaram-se previamente com Deus por meio de Jesus. E o projeto de Deus para a Igreja é que essas famílias se reproduzam ao longo das gerações.
Deus olha para a humanidade pela perspectiva genealógica. Seu plano espiritual inclui a reprodução contínua da família, manifesta especialmente na geração de “filhos espirituais”. E se não dermos continuidade ao que está sendo feito, corremos o risco de presenciar a morte dos projetos de Deus no nosso meio. Quando não produzimos filhos, nossa posteridade espiritual é atrofiada, nosso legado é dissipado: tornamo-nos apenas um vento que passou numa geração, abortando a geração seguinte.
Um dos segredos do sucesso da Igreja primitiva está justamente na geração de filhos, expressa particularmente no texto bíblico em 1Cor. 4:15-17:
Porque, ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores. Por esta causa, vos mandei Timóteo, que é meu filho amado e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo Jesus, como, por toda parte, ensino em cada igreja.
Nesse trecho, o apóstolo Paulo, na condição de pai da Igreja de Corinto (visto que a gerou no Evangelho), envia Timóteo para ministrar aos fiéis, como se ele próprio os tivesse ministrando. Timóteo, que fora treinado, ensinado e discipulado por ele, acompanhando-o em viagens e recebendo da mesma unção, como filho de primeira geração, poderia ministrar em seu lugar como se ele mesmo estivesse ministrando. Observe que (no verso 17) Paulo não diz, “Por meio de Timóteo, vocês se lembrarão dos caminhos de Deus, ou dos caminhos de Jesus”, mas, “[Ele] vos lembrará os meus caminhos em Cristo Jesus”. O que Paulo quer dizer é que ele é um referencial, um modelo para a Igreja, que os fiéis devem viver do mesmo modo que ele, pois essa é a vontade de Deus. Foi por isso que a Igreja primitiva expandiu na terra.
A comprovação da perspectiva genealógica de Paulo é vista em 2Timóteo 2:2, quando diz a esse discípulo: “E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros”. Paulo está orientando Timóteo a que, ao ouvir os testemunhos sobre ele, transmita-os a outras pessoas (que formarão uma segunda geração) e que essas pessoas sejam capazes de, da mesma maneira, transmiti-los a outras (que formarão a terceira geração e assim sucessivamente). E, à medida que Timóteo transmite os ensinamentos de Paulo a outros, e esses por sua vez, os passam aos seguintes, Paulo (pai de Timóteo) torna-se, avô, bisavô e tataravô de muitas gerações.
O mesmo deve acontecer conosco: Deus nos chamou a gerar uma linhagem espiritual e essa é também uma promessa para cada cristão. Deus deseja que nos tornemos pais espirituais e que, depois de nós, nossos filhos gerem outros filhos, perpetuando a família. Essa é a nossa herança e que deverá ser apresentada no céu, quando estivermos diante de Cristo. No “Dia do Senhor”, o fruto do nosso ventre é que será ofertado: “Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão” (Salmo 127:3).
Não é fácil gerar filhos. Como a geração de filhos faz parte da mentalidade de um novo tempo, do despertar para a necessidade de paternidade da parte de Deus na terra, essencialmente, a geração de filhos é parte de um período de transição e todas as transições são muito difíceis. Quando Deus faz algo novo e somos obrigados a entrar em territórios desconhecidos, sentimo-nos desorientados, desgastados e pressionados e entramos em conflito muito facilmente.
Uma das primeiras dificuldades que enfrentamos é o fato de que a paternidade exige muito de nós. A chegada de um filho transforma completamente as nossas vidas, não apenas inserindo-nos em uma nova rotina, mas mudando o enfoque das nossas prioridades. Aquele que deseja gerar filhos deve pensar menos em si mesmo e concentrar-se no que Deus está realizando por meio de sua vida. É necessário pensar como Paulo, em 1Cor. 10:33: “assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos”; ter a atitude de desprendimento de Abraão, ao despedir-se de Ló, colocando-se em segundo plano para que a segunda geração tivesse a primazia (leia Gen. 13); e a abnegação do próprio Jesus que, “sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza vós vos tornásseis ricos” (2Cor. 8:9).
Há também que se superar dois sentimentos antagônicos: por um lado, a tristeza pela possibilidade de incompreensão por parte dos filhos (uma vez que, ao crescerem, eles geralmente se rebelam, os pais passam de heróis a retrógrados e existe sempre muita ingratidão); e, por outro lado, o ciúme que se possa nutrir intimamente por eles. No caso ministerial, esse problema é tão sério, que pode levar um líder não apenas ao sentimento de posse com relação aos membros (julgando-os seu rebanho em vez de rebanho do Senhor [leia 1Pedro 5:2]), como incorrerem em situações de competitividade com outros líderes, tão prejudicial à vida espiritual e à Igreja como corpo.
E, por fim, há que se vencer o próprio medo de envelhecer. Se gerar filhos significa tornar-se patriarca de gerações (ou seja, não apenas pai, mas avô, bisavô, e assim por diante), o que fatalmente implica em envelhecimento, há que se ter em mente o Salmo 92:14, que nos assegura que “Na velhice [os que geram] darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor”.
De fato, para gerar filhos é preciso seguir o exemplo de Elias. Elias foi um profeta muito ungido e que, ao transferir a sua unção para Eliseu, forjou as gerações vindouras dos filhos de Israel. As instâncias dos feitos de Elias são conhecidas: seu destemor ao desafiar o Rei Acabe e os caminhos tortuosos da nação israelense (1Reis 18:17-18), sua fé ao orar para que não chovesse sobre a terra por três anos e meio (lembrado pelo apóstolo Tiago, em Tg 5:17), o que realmente aconteceu; e são conhecidas também as suas falhas: por exemplo, por preferir andar sozinho a maior parte do tempo, Elias incorreu em situações de julgamentos errôneos e sentiu-se desencorajado, tornando-se propenso a ciladas do inimigo (leia 1Reis 19:3-4). Aquele que se isola sempre se torna um alvo fácil.
No entanto, ao transferir a capa a Eliseu, ao mesmo tempo que Elias lhe confere (e assim à geração seguinte) uma porção dobrada de sua unção, continua em sua posição de honra, pois, aquele que é enviado não é maior do aquele que o envia. Embora Eliseu tenha realizado o dobro das obras de Elias, Elias permaneceu como o profeta maior.
E o mesmo pode ocorrer conosco: se confiarmos os assuntos de Deus às gerações que nos precedem e as treinarmos a depender somente Dele (jamais de nós mesmos!), ao mesmo tempo que os veremos cheios de poder e realizando obras até mesmo maiores, perceberemos o nosso próprio crescimento. Quanto mais damos, mais recebemos de Deus. Quanto mais unção se transfere, mais o nosso vaso se enche. E, porque geramos, veremos o nosso próprio ministério triunfar em vitória.
Deus o abençoe,
Ap. Rina.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Jesus, como ele é ?

Jesus, como ele é ?


Apocalipse 1.9-17

Visualize Jesus: imagine como Ele é!

Inconscientemente, vemos Jesus como nos foi apresentado desde pequeno. Imaginamos o Jesus dos filmes, na cruz, com barba, cabelos longos, magrinho...

Essa imagem nos fala do passado, nos mostra os momentos de dor e sofrimento de Cristo.

Isso é que o mundo tem mostrado: um Jesus fragilizado, uma figura triste, magra.

A maioria das pessoas fica com essa imagem na cabeça!

Quando lembram de Jesus, lembram dele crucificado e isso faz com que as pessoas fujam dele, pois Ele é visto por elas como um homem bonzinho!
Um homem que foi bom, mas que sofreu.

Ninguém quer Jesus porque não quer sofrer e ser “fraquinho” como Jesus foi!

Quando você diz que está indo à Igreja, as pessoas acham que você é um coitadinho, que você está indo porque está com problemas.

Jesus morreu; mas está vivo, vivo, vivo!


Apocalipse 1.9-17

O livro dado ao apóstolo João, o último dos apóstolos a morrer, na ilha de Patmos. Os anteriores morreram martirizados. A Bíblia não fala, mas a tradição conta.

João estava preso na ilha, estava opresso e, mesmo assim, buscava a Deus.

Deus lhe deu uma visão, cheia de simbologia. João viu a Jesus Cristo. É óbvio que a descrição é cheia de figuras de linguagem.

Vamos esmiuçar essa visão, de um Jesus Cristo atual, presente, ressureto, vivo.

Versículo 12

7 castiçais: 7 igrejas da Ásia
Castiçal: Igreja que ilumina o mundo que está em trevas.

Versículo 13

João vê Jesus face a face, ao lado dele.

Versículo 13b

Vestes compridas: Roupa que Deus havia escolhido para o sacerdote e para o juiz.

Nada na Bíblia é por acaso. Na história, o Sumo Sacerdote era aquele que orava, chorava, intercedia pelo povo e Jesus, na qualidade de Sumo Sacerdote, faz isso por aqueles que crêem. Ele escuta o teu clamor, intercede ao Pai pelo teu favor. Ele diz: Pai, olha pra fé dessa mulher: mesmo desempregada ela tem dado o dízimo. Pai dá um filho para esse casal, Pai cura, Pai restaura.

Ele faz isso por nós!

Essa roupa também é de juiz - Jesus será Juiz para aqueles que não crerem.
Sobre eles virá o seu julgamento.

Você decide! Você quer um sacerdote ou um juiz? A escolha é sua!

Versículo 13c

Peitoral de ouro: Na antiguidade só os reis usavam. Isso é sinal da majestade de Jesus. Ele é o Rei dos reis. Não há ninguém maior que Ele.

Quando estiver orando, você estará falando com o Rei dos reis. Ele não é qualquer um, Ele merece reverência.

Versículo 14a

Cabelos brancos: Nas culturas antigas representa experiência, sabedoria, conhecimento. Hoje os idosos são desprezados.

Cabelos brancos = pureza, onisciência, conhecimento de todas as coisas.

Quem na terra ou nos céus pode te dar conselhos mais sábios que Jesus Cristo?

Versículo 14b

Olhos como chamas de fogo: Imagine o olhar de Jesus, que penetra, vê tudo, sabe tudo, julga todas as coisas.

Pastor é um homem que anda com Deus, as pessoas têm receio do olhar do pastor, pois ele anda com Deus; ele vai descobrir tudo, Deus irá revelar.

Os homens não, pois para te conhecer fazem perguntas, te entrevistam.
Jesus não! Ele sabe o seu passado, seu presente e seu futuro.

Versículo 15a

Pés como latão reluzente: Latão vem do cobre. Na Bíblia, o cobre nos dá a idéia de julgamento.

O altar era feito de cobre. Ele é Juiz, o juízo!

É também símbolo de imutabilidade, não há nele variação. O que Ele diz, Ele cumprirá, é imutável.

É símbolo de onipotência. Com seus pés, Ele esmaga seus inimigos.

Têm pessoas que acham que Jesus briga com o diabo! Não dá nem para o cheiro! O diabo será esmagado.

Versículo 15b

Voz de muitas águas: O barulho da onda quebrando é aterrorizante. Essa voz é doce, mas é forte.

Quando Ele fala, o universo treme. João fala que Ele era o verbo, o primeiro e o último. A voz de Jesus libera palavras que não voltam vazias.

Quando Ele diz: porta aberta, ninguém fecha; Jesus falou! E não adianta vir macumba, demônio, nada.

Versículo 16a

7 estrelas: 7 pastores das 7 Igrejas

Esse texto nos mostra o quanto os pastores estão perto de Jesus. Os pastores são os anjos da Igreja. A posição deles na Igreja é honrada. Eles estão nas mãos de Jesus.

Não fale mal dos pastores, são ungidos de Deus; não se levante contra pastor.

Se o pastor se desviar e errar, não se levante contra ele, se humilhe e ore por ele, ou saia da cobertura dessa Igreja. Não use a tua boca para falar contra o pastor.

Versículo 16b

Espada: Hebreus 4:12 - A palavra de Jesus é espada de gumes; por onde passa, corta.

Quando o pastor vai ministrar, ele já foi ministrado primeiro.

Ele usa a espada para arrancar demônio, para arrancar doença.

A fé vem pelo ouvir, ouvir a palavra de Deus.

Versículo 16c

O rosto era como sol: Vitalidade. Sol é sinônimo de vida.

Da face de Jesus sai vida, vida abundante!

Sol = calor do Espírito Santo em nós - significa ausência de desânimo, de baixa estima e de vontade de morrer.

O calor do Espírito Santo te aquece. Você precisa conhecer Jesus vivo!

Na cruz Ele venceu a morte, ressuscitou e reina, está vivo, é o início e o fim, é o alfa e o ômega (primeira e última letra do alfabeto grego). Tudo é dele e para Ele; sem Ele, nada existiria.

João disse que Jesus está próximo e perto da Igreja.

Jesus nos disse que há vida, vida eterna, que Deus nos chamará. O pó voltará para o pó, o espírito voltará para Deus e a alma será julgada.

Uma das melhores coisas que Jesus disse é que se Deus nos chamar agora, saberemos para onde vamos.

A fé que temos foi Deus que nos deu; precisamos somente canalizá-la em Jesus.

Você quer conhecer Jesus como Sacerdote ou como Juiz? Você escolhe!

Deus abençoe

Ap. Rina

ARREPENDIMENTO



JEREMIAS 13:1-11

Um dos maiores sinais de maturidade espiritual na vida cristã se dá quando o discernimento de prioridades é pleno. A maturidade acontece quando você descobre o que realmente é importante, o que tem valor eterno, no que vale a pena investir seus dons, seus recursos e seu tempo. Se a sua vida é eterna, então é importante saber o que você pode fazer aqui na terra a ponto de chegar ao céu e ser aprovado por Deus. Qual a melhor maneira de se viver essa vida? Qual a escala de prioridades que Deus tem para mim? A Bíblia nos direciona em tudo; ela é como uma ilha cheia de tesouros escondidos por Deus para se encontrar. Você precisa se aplicar, começar a cavar e a se enriquecer com o que Deus tem para você. Jeremias 13:1 –11 Jeremias era um profeta de Deus que profetizou a Judá durante 40 anos, numa época onde o povo vivia em adultério espiritual, em apostasia, e isso os afastava de Deus. Ele trouxe ao povo uma mensagem que denunciava esses pecados. Deus estava chamando o seu povo ao arrependimento. E Jeremias traz o alerta de que Deus queria uma mudança de vida, longe do pecado. Ele estava alertando que eles precisavam se voltar a Deus. Mas o povo não deu atenção. Alguns atos proféticos e simbolismos foram usados para alertar o povo, pois Deus fala com seu povo através de atos proféticos. Nessa passagem vemos o profeta obedecendo a uma ordem de Deus. Ele compra um cinto de linho e o coloca sobre o lombo. Cinto de linho representa o povo abraçado a Deus. Esse ato profético mostra que Deus queria o povo abraçado a Ele. Deus quer você agarrado a Ele. Ele quer se relacionar, quer intimidade, quer nosso coração aberto e que nós O amemos de todo o nosso coração. Deus deu ordem para que Jeremias não lavasse o cinto. Com isso Deus mostra que o povo estava sujo, em pecado. Uma vez que o cinto representa o povo, eles o estavam corrompendo, viviam pecando e não se arrependiam. Deus conta que você conheça o que é certo e errado; então, quando você peca, Deus aguarda o dia em que você se arrependa de seus pecados e volte para Ele. Mas com o povo de Judá não foi assim; eles não se arrependeram e continuaram nas práticas do pecado. Deus estava dando a eles a chance de se arrepender, mas eles não quiseram ouvir. Eles fingiam amar a Deus, pois chegavam ao templo, cultuavam a Deus; mas, saindo dali, voltavam às práticas do pecado. Deus nos mostra que uma coisa é você saber o que é pecado e se afastar dele; outra é você saber e não fazer nada para mudar, para se afastar. É continuar pecando como se nada estivesse acontecendo. Deus está pedindo para que Seu povo se arrependa. Arrependimento é proposta de mudança. Conserte seus caminhos e suas obras, pois Deus tem sempre um caminho para nós. Quando Deus nos pede alguma coisa é porque Ele está fazendo algo. O Senhor ordenou que Jeremias enterrasse o cinto na fenda de uma rocha, perto do rio Eufrates. Aquele cinto sujo ficou em contato com a umidade e APODRECEU. Esse cinto representa a conseqüência do pecado, que é representado pela sujeira. Deus estava dizendo: Vocês são o meu cinto; mas o seu pecado oculto, a falta de quebrantamento e de temor foi tanta que o cinto começou a apodrecer e não vai servir para mais nada. Se o teu cinto apodrecer você está desqualificado para o ministério, e isso significa que Deus não te usa mais, que a graça dele se foi, a unção passou de você. Da mesma maneira que Deus falou com Israel, Ele fala hoje com cada um de nós. O que Ele está dizendo é algo muito forte e perigoso, porque um cinto não apodrece do dia para a noite – existe um processo. Deus não nos chamou para ver nosso cinto apodrecer, pois Ele tem planos que envolvem nossa vida, Ele quer nos ver próximos, íntimos, cheios da Sua unção. Mas o tempo vai passando e Deus, na Sua misericórdia, vai dando chance, oportunidade para arrependimento. Aquele que não ouve a Deus e não se arrepende, vai apodrecendo aos poucos e quando percebe já foi inutilizado pelo pecado. Ninguém entra no céu com o cinto podre. Todos os homens aprovados por Deus entenderam qual era a prioridade máxima, pois acima de todas as coisas a maior meta é NÃO DEIXAR O CINTO APODRECER Devemos jejuar, orar e nos apartar do mal para que o nosso cinto não apodreça. Por trás de cada pecado há um ídolo e o teu pecado é sacrifício para esse ídolo SE NÃO HOUVER ARREPENDIMENTO, O CINTO APODRECE. Nossa maior prioridade na vida é estar bem com Deus, pois um dia seremos chamados por Ele.
Jesus é nosso referencial, nosso influenciador, nosso Mestre. Se arrependa, se conserte com Deus para que a Sua unção se renove na sua vida.
Sua prioridade é não deixar o cinto apodrecer. Como um cinto, devemos estar conectados a Deus.
Quando você se arrepende, Deus derrama um novo óleo sobre sua cabeça, sobre o seu ministério.
O povo de Israel não escutou a Deus e sofreu todas as horríveis conseqüências do pecado.
Hoje, Deus nos traz um novo óleo, Ele está nos dando chance de nos arrependermos, de vivermos a plenitude dele na nossa vida.
Por isso se arrependa de seus pecados e cuide para que seu cinto não apodreça.

Deus abençoe,
AP. Rina