PAI NOSSOS

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O senhor é a minha luz

O senhor é a minha luz
Amém!!!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

É sempre difícil compreendermos que toda confusão, toda dificuldade, todo impasse em que vivemos são de natureza interior - especialmente da área emocional.

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Quando julgamos que o nosso avanço espiritual se encontra obstruído por causa de pessoas ou situações negativas que vivemos, isso se constitui num “prato” cheio para o Diabo, pois dessa forma ele consegue encher-nos do tipo de emoções que nos fazem sobrecarregados de cuidados.

Se não mantivermos os olhos de nosso espírito bem focados em Deus, através da Sua Palavra, nessa condição o Inimigo terá o espaço que precisa para agir, e dessa forma ele procurará conduzir-nos para a frente errada do combate.

Porém, no dia em que decidirmos romper com a educação carnal, entregando-nos sistematicamente à Oração Sobrenatural em Outras Línguas e a momentos de Adoração Pessoal começaremos a ser reeducados na Justiça, e aquele formato carnal que foi absorvido pela nossa alma - em seus pensamentos, emoções e desejos - será substituído pelos padrões de Deus, apropriados aos valores espirituais e eternos.

E o resultado - quando tivermos dado um passo para fora desse tipo de educação emocional, de acordo com nossa sociedade decaída e valores carnais - será adentrarmos ao inimaginável Lugar em Deus de muita Paz e Alegria; Lugar onde falaremos e Ele nos responderá prontamente: “Eis-me aqui”!

Lugar também onde todos os cuidados se dissipam, onde não carregaremos nenhum tipo de preocupação, pois se trata daquela condição maravilhosa em que Jesus viveu, e que depois de pagar o preço de nossa Redenção, sacrificando-Se em nosso lugar, ofertou-a a nós. Observe que Ele disse acerca disso: “Na casa de meu pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo 14:2,3).

Podemos constatar isso na vida de João que se encontrava preso, isolado, privado da convivência dos irmãos e da família, porém, ainda em meio a toda a turbulência ele tinha consciência de algo maior do que as circunstâncias que o cercavam. Observemos que ele disse ACHAR-SE fisicamente na Ilha, mas, igualmente diz – e sabemos que principalmente - ACHOU-SE também em outro lugar; um Lugar Mais Elevado: EM ESPÍRITO. Diz-nos ele:

Eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação, no reino e na perseverança, em Jesus, ACHEI-ME na ilha chamada Patmos, por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus. ACHEI-ME em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta, dizendo: O que vês, escreve em livro e manda às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sades, Filadélfia e Laodicéia (Ap 1:9-11).

E isto é tudo o que precisamos verificar em nosso dia a dia: onde nos encontramos em termos de nossa vida espiritual: na carne, nas emoções, nos valores confusos da alma, ou no espírito - que é estar em sintonia com o Espírito de Deus que habita em nós, isto é, em nosso espírito renascido, onde Ele Se move, como nos informa a Palavra: "(...) aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele" (I Co 6:17).

Normalmente quando não estamos no espírito, estamos na carne. Entretanto, a Presença do Espírito elimina a confusão e a dúvida, por isso João estava bastante lúcido, sóbrio, vendo as coisas como de fato são - debaixo da ótica de Deus – diferentemente de nossa geração de cristãos que acometidos por ataques do Inimigo de muito menor intensidade, deixamos a Verdade na penumbra, ficando muito mais conscientes do problema do que da vitória conquistada por Cristo!

Nesse Lugar Espiritual onde João se refugiou em meio aos sofrimentos é onde sabemos que somos mais do que vencedores por meio dAquele que nos amou! É ali que recebemos Conselhos de Deus, onde - apesar das turbulências - nos achamos também no Reino, e apesar das oposições, continuamos avançando, não sendo empurrados para trás, tendo o Conselho dEle, que diz: “Paz, Alegria, Amor, seja com você pois Eu estou cuidando de tudo”!

Nosso grande problema é que ao lermos a Palavra ela nos encontra fora do seu ambiente e nós não podemos receber a nutrição advinda dessa leitura porque o que está em evidência, o que está mandando, o carro chefe não é o espírito, pois não o deixamos guiar-nos, não ficando calma, serena e sobriamente atrás dEle!

Não ficamos diligente, cuidadosamente insistindo, perseverando pelo caminho estreito, que é estreito porque nem todos o encontram; não é estreito por causa de Deus, mas porque não somos afeitos a Ele, não tendo intimidade com esse Caminho, pois não nascemos originalmente nEle - nós renascemos nEle!

E por atendermos às rebeldias da carne e da alma, nos encontramos – na maior parte do tempo - fora desse Lugar de Poder e Vitória, onde o Diabo alcança vantagem sobre nós, posto ser o lugar da dúvida, da confusão, dos desatinos, movendo-nos pelos ímpetos emocionais, e o que nos dá vontade de dizer é o que falamos, sem nos importarmos se estamos falando em linha ou contra a Verdade da Palavra de Deus.

Quando damos passagem a esse tipo de sentimento, estamos concedendo à carne a permissão de tomar conta de tudo – mas, não deveria ser assim!

Paulo disse que a Palavra de Deus nos foi dada para sermos educados na Justiça. Somente quando entrarmos nesse tipo de educação espiritual é que a nossa alma poderá responder pronta e plenamente aos apelos da Justiça; e quando o Espírito falar, obedeceremos rapidamente, e então, desfrutaremos do mesmo que João desfrutou!

Sabemos que, de qualquer forma, o Diabo - em toda perspectiva de avanço de nossa parte, em todo passo que dermos em direção a Deus - procurará colocar obstáculos na nossa caminhada de cristão. Daí a interessante expressão “companheiro vosso na tribulação”.

O que muito me admira - analisando a situação de João - é verificar que embora já estando muito adiante de nós - povo de Deus deste século – ele tinha consciência de que era necessário continuar cultivando a prática de princípios como o da Perseverança. É como se ele estivesse dizendo: “Irmãos, vocês que julgam que eu tenha chegado ao lugar mais alto da fé - ainda mais agora, depois das revelações do Apocalipse - saibam que ainda enfrento oposições, pois o Diabo continua procurando atrapalhar-me”.

O Inimigo gosta de nos manter ocupados com coisas menos valiosas, porque ele sabe que a Vida que Cristo disponibilizou para seus filhos - se perseverarmos em permitir que Ela tome conta de nós – vai tornando-nos cada dia mais livres de vícios pecaminosos, dos mais grosseiros aos mais sutis, e à medida em que o Espírito Santo vai tornando-nos livres dessas coisas, vamos sendo conduzidos a esse Lugar, aumentando, assim, a nossa condição de servir, e o nosso testemunho vai tornando-se mais efetivo, tendo mais impacto sobre as pessoas, e a nossa Chamada começa a ter plena eficiência.

O Apóstolo Paulo diz: “Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas, uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3:13-14).

Assim, conseguimos ver para onde Cristo está chamando-nos; conseguimos ver para onde o Seu Espírito está indicando, e conseguimos ver o Prêmio da Soberana Vocação - Prêmio esse que é um Lugar de maior Liberdade em Deus para servir.

Mas, enquanto o Diabo consegue manter-nos nessas conversinhas vãs, nessas discussões tolas, com estes sentimentozinhos pequenos, baixos, ele também consegue manter-nos longe do Lugar refinado, onde poderemos ser achados em espírito. Que coisa extraordinária, irmãos, um homem exilado, sozinho num lugar, numa Ilha da qual não podia sair, ainda assim achar-se em Deus! E quando alguém se acha em Deus, nesta imensidão que Ele é, então, para onde se virar, o Espírito Santo é capaz de decifrar-lhe a vida, de modo que essa pessoa consegue compreender o que está acontecendo.

Ao contrário disso, é uma tragédia ficar tanto tempo na Igreja e quando as coisas vêm sobre nós, não entendermos o que esteja acontecendo!

Nós - do século 21 - se estivéssemos nessa situação de isolamento completo e de total desamparo humano estaríamos perguntando: “Por que Jesus? Sempre procurei fazer as coisas direito!”...

No entanto, com João, não foi assim! Ele não reagiu de tal modo, mas queria saber onde estava espiritualmente; queria saber Quem mandava na sua vida, o que estava acontecendo com ele, e concluiu: - Sabe de uma coisa? Estou em espírito!

Não há lugar melhor para se estar do que em espírito. Aquela experiência de solidão, abandono e completa falta de tudo não o encontrou num lugar de desatino, ansiedade, preocupação, com a mente presa naquele lugar. Acho que conseguimos entender a razão porque o apóstolo disse de si mesmo: “Paulo, prisioneiro de Cristo”. À semelhança de João, ele também estava dizendo: “Sabe de uma coisa? Não estou preso, mas, livre - num lugar chamado Cristo Jesus, porque preso em nEle significa estar livre do ódio, da dúvida, da incredulidade, da confusão emocional, da carne, do Diabo”.

Tudo o que cada um de nós precisa saber é em que Lugar espiritual está movendo-se: num Lugar carnal, emocional, meramente Psicológico, ou movendo-se em Deus, onde a vida é explicada de modo que para onde nos viremos vemos a Vida! Entretanto, se as coisas são incógnitas, são interrogações, de modo que para onde nos viramos há uma interrogação “Por que isso, por que aquilo?” – estamos em um lugar ruim para vivermos!

Porém, há boa notícia: nós também podemos nos achar em espírito, neste Lugar de Liberdade onde compreenderemos a vida e teremos um bom relatório dentro de nós. Apesar de as dificuldades continuarem - “Companheiro na tribulação” -, e apesar de a turbulência não ter passado ainda, traremos um bom relatório dentro de nós, que é o Espírito Santo confortando-nos, consolando-nos, enchendo-nos, fazendo-nos transbordar de alegria e Paz que vem dEle. Isso é o que conta!

Quando Jesus disse: “Para que onde eu estou” era uma Condição, Lugar onde Ele vivia, Lugar daquele barco em meio à tempestade. Lugar espiritual que João está ocupando agora, e que nós ocupamos!

Mas não adianta saber só na teoria e na hora em que o vento soprar, em que a tempestade vier... Pedro disse que daria a própria vida por Jesus, mas, na hora.....

Jesus disse: “Dará? Não é isto que estou vendo, Pedro”!

Façamos uma leitura do comportamento de nossa Sociedade deste século 21. Não é o Presidente República que dará cabo desta situação. Convenhamos! Estamos inseridos na pior Geração de todos os tempos, e precisamos desse ambiente Sobrenatural dentro de nós para - em meio à tribulação - perseverarmos com consciência de que estamos no Reino.

O que dizer? “Se morrer e estar com Cristo é incomparavelmente melhor...” – disse Paulo! Entretanto, tem que ficar incomparavelmente melhor para nós! Precisamos aprender a ler o que os jornais estão falando, e tomar posse de que Jesus - com Sua Morte e Ressurreição - comprou esta condição de entrarmos no ambiente da própria morte e olharmos bem dentro dos olhos dela e dizermos também, como Ele: “Onde está, ó morte, a tua vitória (...)?” (I Co 15:55a).

Parece loucura, e neste texto foi isso mesmo que o apóstolo disse que parece: “Porque se enlouquecemos é para Deus - porque para a mente natural é loucura, então, se enlouquecemos é para Deus - mas se conservamos o juízo, é para vós outros. Pois o Amor de Cristo nos CONSTRANGE - nos chama, nos convida a entrarmos neste lugar, a não ficarmos presos nestes questionamentozinhos que inventamos, revolvendo-nos na lama, como aquela criança estúpida, que os pais chamam com insistência para deixar aquele lugar sujo! O amor de Cristo nos constrange - julgando nós assim: um morreu por todos, logo, todos morreram – Aleluia! - E ele morreu por todos para que os que vivem não vivam mais para si mesmos (...)” (II Co 5:13-15).

Entretanto, viveremos para lamentar, se continuarmos vivendo para nós mesmos.

Certamente somos a geração mais próxima do tempo anunciado por Jesus Cristo, contudo, o povo de Deus está despreparado para esse momento.

“Quando disserem: Paz e segurança – disse Paulo – eis que lhes sobrevirá repentina destruição (...)” (I Ts 5:3a). Isso nos foi dito porque às vezes as coisas parecem estar controladas, mas estamos vendo que a Polícia não está dando conta do que seria sua responsabilidade!

Porém, Jesus disse: “(...) ao começarem estas coisas a suceder exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc 21:28).

Quer dizer, irmãos, que ao invés de dizermos: “Ai, ai, ai, o que farei da minha vida?” deveremos dizer: a nossa Redenção está agora mais perto do que esteve em qualquer outro tempo. Aleluia!

Sabemos que se há uma pessoa que poderia choramingar diante de uma situação de extrema perplexidade é o Apóstolo João, porém, exatamente por se encontrar em espírito, ele pode exultar tanto que assistiu a todo o quadro da Redenção até o fim de todas as coisas. Então, já que o segredo é esse, vamos a ele:

“(...) andai no Espírito e jamais satisfareis a concupiscência - o desejo ardente - da carne” (Gl 5:16).

E em lugar de tal satisfação, diz Paulo: “(...) o fruto do Espírito é: (...)” (v 22), ou seja, o que o Espírito produz - pois a comunhão com Ele, a relação com Ele produz um fruto, o qual deverá ser por nós conferido no ambiente em que estivermos vivendo; em que estivermos empreendendo nossa luta; onde estivermos movendo-nos; onde estivermos militando; onde estiver o campo do nosso interesse; onde estiver nosso esforço, para verificarmos na nossa convivência familiar, na Igreja, no trabalho: é este tipo de fruto que estamos produzindo – o do Espírito?

Quem tem olhos para ver e ouvidos para ouvir, que veja e ouça; quem pode discernir sua própria vida, que a discirna. O fruto é este: Amor, Paz, Alegria.

Quando João diz que se achava em espírito, ele sabia o que isso significava. Certamente ele estava dizendo: “Eu me acho no Amor crescente em Deus. É o Amor dEle que está me envolvendo, o qual não me deixa confuso”! Sim, somos guardados e protegidos pelo Grandioso Amor de Deus que é derramado em nosso coração (Rm 5:5)!

Então, deveremos perguntar a nós mesmos: eu tenho me achado neste lugar onde o Amor é estravasante? Como vejo o defeito dos irmãos, daqueles que não conseguem crer, entender? Como tenho visto? Eu caminho julgando e condenando?

Irmãos, o amor não julga nem condena. O Amor serve e põe um avental e lava os pés do carnal, pois foi assim que Ele fez.

O lugar de medir onde estamos espiritualmente é em nossos relacionamentos interpessoais, verificando o fruto que produzimos neles. Se nos encontramos no espírito, então, o Amor tem que estar crescendo; a convivência tem que estar melhor! O Amor é paciente, bom, nunca arde em ciúmes, nunca se envaidece, nunca mantém a raiva, nunca permanece ressentido, nunca faz cobrança.

E aí, irmãos, o Amor está crescendo? Se a nossa resposta for afirmativa, então, estaremos no espírito.

Não faz muito tempo - durante uma das minhas conferências - fui visitar uma Irmã que foi poderosamente usada por Deus em Milagres e Curas, e que estava sofrendo de Insuficiência Renal.

Mesmo enferma ela pode orar por pessoas na mesma condição, e houve um caso em que a pessoa estava enfrentando o mesmo problema renal; quanto ela impôs as mãos, a outra foi instantaneamente curada!

Naquela tarde - enquanto ouvia o relato de tantos milagres operados por aquela irmã - o Espírito de Deus começou a ministrar ao meu coração, mostrando-me a diferença entre o Dom que opera em favor do outro e a ação de sua própria fé, quando o crente tem de enfrentar uma montanha e precisa removê-la.

Saí - daquela visita - boquiaberto com o que Deus falou ao meu coração, enquanto ouvia os testemunhos de poder e milagres operados por intermédio daquela irmã que agora estava morrendo, mesmo com tanta gente de fé tendo orado por ela - inclusive eu!

Compreendi que a Despensa de Deus é um grande depósito de Cura, Milagres, Prosperidade e de tudo o que necessitamos.

Dessa Grande Despensa podemos servir aos necessitados, e a maneira dEle fazer isso é capacitando-nos a fluir em algum precioso Dom, a fim de atender aquele que precisa.

Porém, quando se trata de nós mesmos - Filhos do Reino - não deveríamos julgar que Ele irá curar-nos simplesmente porque somos hábeis em servir como Despenseiros em favor do outro, pois quando se trata de nossa necessidade pessoal, nossa cura virá através do Relacionamento, lançando mão do que se encontra na Dispensa e sendo restaurados apropriando-nos dela, pois nosso Pai já vem por muito tempo ministrando a Palavra ao nosso coração e espera que nos apropriemos do milagre por este caminho, e não esperando alguém vir orar por nós, ou mesmo que de alguma forma Deus Se compadeça pelo fato de estarmos servindo-O fielmente e venha em nosso socorro!

O que saltou aos meus olhos nesse episódio foi a enorme responsabilidade que temos quando nos expomos à Ministração da Palavra, e com que seriedade Deus encara esse fato!

Se temos estado escutando a Palavra, mais responsáveis vamos ficando! Deus não está brincando conosco. Ele inspirou Apóstolos e Profetas, os quais deixaram o registro da Verdade para a obedecermos, desfrutando seus resultados e vencendo sempre. Muitos, porém, não estão dando a devida importância à sua própria prática, achando que de alguma forma Deus dará um jeitinho.

Assim, percebi que aquela irmã havia se perdido em meio às operações de Deus em seu Ministério pessoal, descuidando do seu próprio relacionamento com o Senhor, alimentando-se do precioso Dom que nela operava para servir; mas, quando precisou pessoalmente da cura, não sabia que a mesma viria pela sua própria reivindicação como filha - não como serva.

É um risco expor-se ao aprendizado da Palavra de Deus, sem, contudo, colocá-la em prática, pois a expectativa de Deus é que compreendamos que realmente o que Ele tem para nós é o melhor!

E às vezes julgamos que pelo fato de servirmos a Deus fielmente no Dom que dEle recebemos, Ele tem a obrigação de nos curar, e achamos que a cura chegará ao nosso corpo automaticamente; mas, não é assim que funciona.

A Unção Ministerial, a Capacitação para servi-lO no Dom que recebemos não é o instrumento com o qual Deus curará a cada um de nós, mas Ele nos cura individualmente com a Unção de filho, a qual vem através do relacionamento. É nesse ponto onde muitos cristãos se atrapalham.

Já vi muitos deles morrerem prematuramente por não distinguirem essa diferença! Morreram magoados e frustrados com Deus por não os haver curado, enquanto a cura já pertencia a eles desde sempre, mas eles não conseguiram se apropriar da mesma, imaginando que por servirem a Deus fielmente, Ele estava cuidando de tudo isso.

Se temos estado escutando a Palavra, mais responsáveis vamos ficando! Deus não está brincando conosco. Ele inspirou Apóstolos e Profetas, os quais deixaram o registro da Verdade para a obedecermos, desfrutando seus resultados e vencendo. Muitos de nós, porém, não estão dando a devida importância à sua própria prática, achando que de alguma forma Deus dará um jeitinho.

Deus encara seriamente quando Ele Se dirige a nós com uma Palavra! E aquela para a qual recebemos o entendimento num determinado momento temos que correr atrás, pois o mesmo Espírito que trouxe a Palavra também nos explica porque não entramos nela – se quisermos saber! Não há desculpas devido a desatinos e problemas do passado em nossa vida. Não há qualquer dificuldade - Ele conserta. Não há desculpa para negligenciarmos o aprofundamento da revelação até que a experimentemos na prática!

Aprendamos uma coisa: nem tudo o que temos em nossa cabeça em termos da Palavra é tudo o que nós temos. Porém, é necessário não somente ouvir - colocar em prática deverá ser o passo posterior!

Sendo assim, todo entendimento da Palavra a nós ministrado deve ser encarado com a devida seriedade, para - quando a tempestade bater à nossa casa - não ficarmos apavorados, nem confusos, muito menos frustrados com Deus - como se Ele estivesse falhando conosco!

Paulo disse que a Palavra produz um Fruto que significa um resultado. E se ela produziu Amor, produz também Alegria, Paz. Então, em meio a essas circunstâncias adversas e problemas do dia a dia, é isso que vamos ter. Se não estamos tendo, devemos admitir que não temos; e se não temos, perguntar por que não temos?! Onde tem andado a nossa cabeça, nossos olhos, línguas; onde têm caminhado nossos pés? Onde têm transitado nossos sentimentos? Onde está nossa crença, nossa fé?!

Pode parecer estranho, mas se a nossa fé está naquele lugar incerto que nos leva a afirmar: “Vamos ver se dá certo”, precisamos enxergar agora, admitir agora, porque quando vier a tempestade batendo à nossa casa, ela estará bem construída sobre a Rocha da Prática da Palavra de Deus, e por isso não será levada com as demais!

“Se vivemos em Espírito, andemos também no Espírito. Não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja uns dos outros” (Gl 5:25-26).

Se vivemos no Espírito, isto é, se a vida está no Espírito Santo, tratemos de andar nEle, sentirmo-nos nEle, vermo-nos e nos movermos nEle, que é o nosso Guia.

Antes de empreendermos qualquer tarefa deveríamos perguntar: - Esta é a direção dEle para minha vida?

E ao percebermos em nós mesmos um fastio pela Comunhão com Ele, indagar: - Por que estou sem querer adorar? Por que estou tão agitado e quando vou para a Sua Presença não quero nEla permanecer? Por que fujo desse Lugar?

O Problema é que nós nos deixamos levar por tais atitudes, fazendo de conta que não as enxergamos, que isso não está acontecendo conosco e, conformando-nos à situação, assentimos: é assim mesmo...

Mas, na realidade, não é assim mesmo, nada, irmãos! A vida espiritual é Real. Se estivermos no Espírito, a primeira pessoa a saber, será cada um de nós mesmos.

Devemos seguir o caminho de João e nos acharmos também em espírito, porque ali Jesus também falará conosco, dizendo: “O que você vê, escreva – grave, registre, guarde”!

Se nos encontrarmos no Espírito veremos Jesus antes que aos nossos problemas e desafios, porque Ele desembaraça nossa vida.

Entretanto, “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor” (Ap 2:14) – João escreveu.

Jesus está reclamando a falta daquele Amor simples que confia, que não questiona – uma fé que opera com simplicidade.

É que no decorrer de nossa caminhada vamos arranjando tanta bugiganga e tranqueira que não tínhamos no início...! Dificultamos até o simples fato de recebermos algo do Pai, pois deixamo-nos possuir de desconfiança, de justiça própria, e abandonamos a simples fé, como a de uma criança inocente que simplesmente recebe aquilo que é ofertado pelo pai - sem questionamento.

Além disso, vamos andando com algumas pessoas que já abandonaram o primeiro Amor, e achamos que não é bem daquele jeito como vivíamos nos primeiros dias de caminhada com Jesus: Onde ela tropeça, nós tropeçamos; onde ela manca, mancamos também; mas, Jesus está chamando-nos de volta...

... para Ele!

A pessoa lúcida é aquela que se encontra em Deus e consegue fazer uma leitura de seus procedimentos, suas circunstâncias, sabendo o que se passa em nossa Sociedade. Ninguém vai dar jeito neste velho Mundo, entretanto, se tem algum ser que pode fazer algo, esse é a Igreja!

Em espírito, OUVI – disse João; o que equivale dizer que quando nos achamos no Espírito, ouvimos, escutamos!

Isaías falou que Deus lhe tinha dado Língua dos eruditos; mas, antes disso Ele lhe deu ouvido para ouvir: “O Senhor Deus me deu língua de eruditos, para que eu saiba dizer boa palavra ao cansado. Ele me desperta todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que eu ouça (...)” (Is 50:4).

Não foi diferente com João, que - embora tenha visto uma enorme cena dividida em muitos atos, o que compõe todo o Livro do Apocalipse – inicia sua visão fazendo ressalva ao que escutou:

“Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz - uma voz inconfundível - como de trombeta” (Ap 1:10).

Era Jesus dizendo: escreva.

João viu Sete candeeiros que são as Sete Igrejas. Ele viu a Igreja porque ela é a resposta. Sou a resposta para esses dias.

O que importa não é o que o Diabo lança sobre nós, mas em que condições seus ataques nos encontrarão: na Carne, ou no Espírito. Que os mesmos nos encontrem sempre imbatíveis – sempre no Espírito!

Eurípedes Soares

Um Servidor do Reino de Cristo

"Sabemos que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8:28).

Todos nós preferimos evitar as adversidades e desafios e principalmente quando se trata de problemas que comprometem a nossa saúde, a nossa família ou questões de ordem financeira, como o desemprego e a falta de recursos.

Creio que procuramos fugir dos problemas, porque originalmente não fomos feitos para conflitos, nem sofrimentos, enfermidade ou pobreza. Adão era perfeito, morava em um lugar perfeito, onde conceitos como doença, morte, pobreza e conflitos eram totalmente desconhecidos em termos práticos. E não podia ser diferente, pois o pecado ainda não fazia parte da natureza do primeiro homem, e o diabo não tinha nenhum espaço para atuar.

A dor surgiu com a queda de Adão, conforme podemos observar no pronunciamento do Criador após a queda, e, embora Jesus já tenha redimido todo o planeta, a dor só será banida para sempre com o aparecimento de novos céus e nova terra, quando o intruso for expulso daqui, e tudo for restaurado. Observe que é só uma questão de tempo. Do nosso tempo, porque visto pela ótica da eternidade tudo já está consumado.

“Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso” (Jo 12:31).

Seria ótimo que a fé florescesse no fértil solo do Jardim do Éden, mas infelizmente não é assim. Na verdade Adão desprezou a condição de exercer a fé naquele ambiente perfeito, tão perfeito quanto era o próprio Adão. Deve ser algo excessivamente fácil crer nas Palavras de Deus, quando vivemos em total ausência desta natureza carnal e rebelde que está sempre procurando obstruir a nossa fé.

Não foi por acaso que Adão foi expulso do Jardim do Éden. Foi devido ao pecado. Aquele não era mais o ambiente apropriado para um homem pecador. Desde então, a terra - de espinhos e abrolhos – se tornou no lugar adequado para a nossa fé florescer e dar fruto! Ao meditarmos na Palavra, deveríamos concluir: Um Éden perfeito seria adequado para um Adão perfeito; uma terra imperfeita para uma descendência de Adão igualmente imperfeita! Mas está se aproximando o dia, quando todo aquele que branqueou as suas vestes no Sangue do Cordeiro, poderá retornar ao Éden. Observe o que Paulo escreveu a respeito:

    Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção. Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar d’olhos, ao ressoar a última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e o que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir da incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão (I Co 15:50-58).

E foi nessa terra infestada de demônios e dor que Jesus sentiu a dor de ser gente, vivendo em um corpo de carne e ossos, onde aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu, experimentando uma dor ainda maior, quando morreu e ressuscitou, para que, em Seu Nome, pudéssemos também não só enfrentar, mas desbaratar a Serpente, tal como Ele fez enquanto viveu entre nós, porquanto Ele disse: “Estas cousas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo!”.

Apesar do desconforto que as adversidades nos causam, é bom aprendermos a erguer a cabeça, já que Sabemos que nossa casa não vai cair, porque a força que opera em nosso espírito é maior do que a tempestade que o inimigo lança contra nós. Ah Como precisamos nos conscientizar desse grandioso fato!

Compreender que devemos ter por motivo de grande alegria o passar por, não apenas uma, duas ou três, mas, várias provações, e que é nesse terreno de podridão que Este Nome deseja manifestar o seu Real Poder, tem me ajudado a ver nas adversidades, além do desafio, o verdadeiro potencial para crescer. Os desafios e tempestades constituem-se em um cenário ideal para o aperfeiçoamento da nossa fé, tornando-a cada vez mais robustecida para os próximos combates.

Um número excessivo de cristãos crê que Deus envia enfermidades para nos experimentar. Não, não é Ele quem faz isso. Ao contrário, Ele solucionou este e outros problemas para nós, como foi o caso da própria morte, que foi tragada pela vitória, e Ele levou sobre sim as nossas dores e as nossas doenças! Acertamos ao perceber que em meio às adversidades, a fé sempre cresce. Porém, falhamos em concluir que é Deus quem envia as enfermidades a fim de nos ensinar e treinar nos caminhos da fé.

Não estou dizendo que a adversidade em si nos é benéfica, pois o objetivo do diabo é sempre roubar, matar e destruir. E para atingir os seus objetivos, sorrateiramente ele se aproxima, como se fosse um anjo de luz, a fim de nos dar a interpretação sobre os problemas que ele mesmo causou. E se dermos ouvidos a este mentiroso, entraremos em desespero. Eu simplesmente creio que o nosso Poder de Fogo é Maior do que tudo! E que depois de cada combate, tendo manejado a Espada do Espírito, a nossa fé sobe para outro nível.

Infelizmente problemas existiram, existem e continuarão existindo e para o nosso próprio bem é melhor aprendermos a lidar com eles à luz da Palavra de Deus. Assim, a primeira atitude que devemos ter em relação às lidas do dia a dia, é começar a vê-las por um outro ângulo, como reais oportunidades para fazer a nossa fé triunfar! Não sei se você já viveu o suficiente para saber que deve se preparar, porque problemas e desafios de toda natureza sempre aparecerão. Eu conclui que é melhor aprender a enfrentá-los.

Em meio às circunstâncias adversas, o que se passa é que parece que a nossa alma se estreitou um pouco além do normal. E o desconforto pelo qual passamos é devido ao sentimento de tristeza e abatimento que quer tomar conta de nós. - Por que você não viaja? Sugere o inimigo. Tire umas férias e vá para um lugar gostoso. Alugue uns filmes para se distrair, ele continua. Podemos dar qualquer tipo de distração à nossa alma, mas quando voltarmos à realidade dos fatos e retomarmos a nossa vida, perceberemos para a nossa frustração, que o problema ainda está lá, e que nós estamos piores do que antes. Certamente com menos dinheiro...

Mas, por favor, não fique alarmado, trata-se de apenas montículos desafiando a nossa fé, pequenas elevações ao nosso redor, que tentam se nos apresentarem como enormes cordilheiras intransponíveis. Porém a verdade é bem outra, muito acima de tudo o que costumeiramente sentimos, porquanto Ele disse: “(...) Maior é aquele que está em nós (...) (I Jo:4:4); “(...) e, em meu nome, expelirão os demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se alguma cousa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre os enfermos, eles ficarão curados” (Mc16:17,18).

Sendo assim, Cante e Grite a Vitória em todo o tempo, porque a situação que você está enfrentando, nada mais é do que uma excelente oportunidade de constatar o quanto Este Nome é Poderoso! Oportunidade para a sua fé crescer. Não é maravilhoso que podemos ver algo do qual todos estão fugindo, como uma oportunidade para crescermos? Ah eu me alegro com isso, e você? Veja a experiência curiosa pela qual o reticente Moisés passou, quando Deus lhe desafiava a enfrentar o líder da maior potência do mundo daqueles dias, o poderoso Faraó, o rei do Egito:

    Perguntou-lhe o Senhor: Que é isso que tens na mão? Respondeu-lhe: Uma vara. Então, lhe disse: Lança-a na terra, e ela virou uma serpente. E Moisés fugia dela. Disse o Senhor a Moisés: Estende a mão e pega-a pela cauda (estendeu ele a mão, pegou-lhe pela cauda, e ela se tornou em vara) (Ex 4:2-4).

Como qualquer um de nós também faria, Moisés fugia, afinal, não era uma minhoca, tratava-se de uma serpente! Mas Deus lhe dá a instrução inusitada de segurá-la pela cauda. Estranho? Eu também acho, ainda mais pela cauda! Penso que seria mais fácil pegar a serpente pela cabeça, como todo mundo faz. Moisés obedeceu, e quando o fez ficou surpreso. E não foi à toa: A serpente virou um pedaço de pau, completamente dominada por Moisés!

O grande ensinamento deste episódio é que devemos tratar com as circunstâncias de acordo com a orientação do Espírito de Deus, mesmo quando parece a coisa mais absurda a fazer. E como Moisés, também vamos saber que poderosa não era a serpente, mas a Palavra de Deus!

Em meio aos bombardeios que já enfrentei e ainda tenho que enfrentar, que são idênticos aos que são lançados também contra qualquer um, já cansado de tentar evitar, de fugir, de fechar os olhos para fingir que não estou vendo, tenho adotado a seguinte postura, já calejado devido a tantos combates, como ficar surdo, passar por sintomas de enfarto, cair desmaiado, a rua na qual estava dirigindo se inclinou a 45º, isto sem me referir a problemas emocionais e familiares, que vou seguir em frente não me importando nem um pouco com o tamanho nem com a natureza daquilo que o inimigo lança contra mim. Afinal, não há motivo para pânico, Jesus já venceu, aleluia!

Afinal, o que poderá me acontecer? Morrer? Como Paulo, estou no Evangelho por tempo suficiente para também saber que partir e estar com Cristo é infinitamente melhor, porque quando eu partir não terei mais que chorar devido a tanta injustiça e incredulidade (lá não há lágrimas, nem tristeza), tão pouco ouvirei qualquer notícia ruim, nada mais saberei sobre as obras do diabo e do sofrimento e podridão que ele causou a este velho mundo, que está próximo do seu fim.

Observe bem, meu irmão, todos nós morreremos um dia. De uma forma ou de outra, pois esta sentença está sobre a nossa cabeça. Uns partem mais cedo que outros, mas todos iremos rumo à eternidade, com ou sem Cristo, salvos ou perdidos. Porém, nada de desespero nessa hora, devemos partir de cabeça erguida, honrando e dignificando Àquele que nos abriu as portas dos céus! E a única maneira de fazermos isto é causando um enorme estrago ao reino das trevas. Não devemos partir antes de tirarmos de suas garras milhões de vidas preciosas que ele tem mantido aprisionadas no cativeiro do pecado; não antes de vermos um poderoso avivamento em nossa pátria; nunca antes de podermos dizer: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé, já agora a cora da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (II Tim 4:7,8).

É em meio aos problemas da vida diária que, apesar do desconforto, a semente da fé floresce em nossos corações. Achamos muito estranho que seja assim, porém é a mais pura verdade, meus amigos. Observe a pequena semente lançada na terra, sujeita às variações de temperatura, ao alto calor do sol, ao frio, à chuva, ao risco de animais que procuram removê-la da terra. Se a semente, indagada sobre como estava se sentindo no seio da terra pudesse responder, certamente diria: “Olha, está uma tanto desconfortável, e a situação é bem sufocante aqui embaixo, mas espere um pouco e você verá no que eu vou me tornar!”. Por acaso Ele não disse “(...) se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto?” (Jo 12:24).

A fé NUNCA cresce em ambiente pacífico. Pense em Jesus, que desde o nascimento seus pais tiveram que fugir para o Egito, pois o maníaco Herodes procurava um jeito de matá-lo. E quantas outras batalhas Ele travou! Incompreensões da própria família que O julgaram como alguém fora de si, as múltiplas facetas do diabo procurando derrubá-lO através das muitas tentações que Ele enfrentou, a batalha com os religiosos, o desafio de falar de um reino que seus seguidores estavam mais propensos a negar do que obedecer, porque não conseguiam ver este reino, muito menos entender as suas leis.

Uma lida, mesmo que superficial em Hebreus capitulo 11, nos convencerá de que não houve um sequer na história dos homens que trilharam o caminho da fé antes de nós, que o tenha feito deitado em uma rede à beira-mar, tomando água de côco, e quando indagado sobre o que estava fazendo, tenha respondido: Estou aqui deitado treinando a minha fé!

Não gostamos muito disso, mas a nossa “musculatura espiritual” é desenvolvida pela combinação dos desafios que enfrentamos e a Poderosíssima Vida Ressurreta de Cristo que passou a habitar em nossos corações – a Nova Natureza – a partir do dia em que entregamos o nosso coração a Ele. Trata-se de aprendermos a nos utilizarmos desse Poder para transpor obstáculos, haja vista que este poder não só é real, como habita em nós.

É por isso que está escrito: "Tende por motivo de grande alegria o passardes por várias provações” (Tg 1:3).

SEMPRE - repare bem - S-E-M-P-R-E foi, é, e será nas adversidades onde podemos medir a capacidade de nossa fé e também onde podemos identificar os pontos fracos que estão necessitando de reforço ou reparo espiritual. Desde uma ofensa sofrida até uma doença incurável do ponto de vista da medicina. Sendo assim, não deveríamos nos esconder, muito menos nos encolher diante dos problemas, pois eles são de grande auxilio para conhecermos o nosso potencial.

Portanto, não fuja meu irmão! Enfrente-os. Você sabia que, em meio aos desafios, quando geralmente repetimos os mesmos vícios infantis de incredulidade, passando a murmurar, o diabo fica pulando de alegria à nossa volta, comemorando a nossa reação de derrota?

Provérbio 24:10 diz: “Se te mostras fraco no dia da angústia, a tua força é pequena”. Quando constatamos que a nossa força é pequena, não desanimemos, lancemos mão dos instrumentos que conhecemos, rumo à nossa edificação pessoal, e como um bom atleta de Cristo Jesus, se não fugirmos, estaremos mais fortes e prontos para o próximo combate. Acredite-me, haverá sempre muitos outros.

Nunca deveríamos nos esquecer de que estamos em território inimigo, porque agora somos “concidadãos dos santos e da família de Deus”, somos forasteiros numa terra estranha, e trazemos a marca da vitória. O inimigo tem grande preocupação e vigilância com cada crente, porque não sabe de onde pode se levantar outro Paulo, outro Estevão ou outro Pedro.

Somos portadores de um poder de combate infinitamente superior ao dele, pois o Espírito daquele que ressuscitou a Cristo dentre os mortos habita também em nós, e temos poder para saqueá-lo, poder para mudar até mesmo o campo de interesse de multidões, pois ele teme que a Igreja outra vez caia na graça do povo. E nesse combate que o inimigo sabe que já perdeu, e tem medo de que possamos descobrir o que, e quem somos em Cristo. O que ele deseja saber é se sabemos que ele é um adversário já vencido. Quando é que ele fica sabendo que nós não sabemos o tamanho da vitória que temos em Cristo Jesus? Quando nós sucumbimos aos seus ataques. Posso imaginar a cara de deboche do diabo, dizendo “este crente não é de nada”.

O dia que enfrentarmos as adversidades sob outro tipo de força, com a alegria que Tiago está ensinando, com a paz que Jesus falou em João 14:27 e 16:33, no dia que as turbulências não nos encomodarem mais, pois em nossas mentes renovadas estará latejando vivamente a verdade sobre os tais ataques do inimigo contra nós desfechados, pois estes serão apenas mais um indicador de que estamos no caminho certo e que Cristo está sendo de fato honrado e dignificado em nossa vidas e procedimentos, no dia em que todo o nosso ser puder dizer com letras garrafais: “Em nada considero a minha vida por preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que eu recebi do Senhor Jesus para testemunhar o Evangelho da graça de Deus” (At 20:24). No dia que compreendermos que é só quando a substância da fé em nossos corações for MAIOR que a circunstância e o desafio adverso, e que não somos mais aqueles cristãos raquíticos de outrora. É porque aquele também será o dia em que a fraqueza está dando lugar a um tipo de “musculatura espiritual” e a uma fé poderosíssima adquirida em combates passados. E como Davi, teremos aprendido a tirar a ovelha da boca do urso e do leão, para então sabermos que Ele é capaz de nos entregar os gigantes que já não nos assustam mais, e poderemos dizer aos moradores dessa terra que não precisam mais viver assustados como Israel diante do Golias, pois Jesus é Escudo, é Força, é Poder, e que em seu Nome podemos Triunfar Sempre.

Ânimo, meus irmãos! Ele já venceu! Cante, conte e grite a vitória aos ouvidos do inimigo até que ele comece a ter náuseas! Alegre-se, pois nada permanecerá do jeito que está! Se você crê, e eu sei que você crê mesmo, então exercite sua fé hoje para louvar a Deus por sua fidelidade e amor, e quando toda a tribulação passar – e foi Ele quem disse que vai passar - você estará andando em outro nível de paciência, amor e fé. E mais, terá o que contar aos seus filhos e netos biológicos e também aos seus filhos na fé, pois afinal você vai crescer tanto que um dia dará boas risadas da forma como está se sentindo agora.

Mas você pode começar a rir agora. Aproxime-se de seu Pai de Amor que não permite que nos sobrevenha tentação acima de nossas forças (I Co 10:13). Ele já enviou o escape. As línguas Estranhas e secretas são o escape, A oração de súplica, de arrependimento, de gratidão, de entrega, de rendição, de louvor, de adoração. Aquele que nos ouve, é o que nem mesmo o seu próprio Filho poupou, antes Ele o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com Ele todas as coisas? É aquele que disse que se nós, sendo maus sabemos dar boas dádivas aos nossos filhos, como não dará boas cousas àqueles que lho pedirem? Por isso Ore, ore e ore. Ore sem cessar. Ore até ficar bom! Ore até desanuviar a própria alma! Ore até a vida de Deus se manifestar em seu coração! Ore até sarar! Ore até os demônios a ficarem arrepiados e começarem respeitar! A oração é a principal chamada do crente!

Só uma coisa não faça: Que é ficar com a boca fechada. Abra a boca e faça os principados e potestades saberem quem é Você: UM (a) FILHO(a) MUITO QUERIDO(a) DE NOSSO PAI, POR QUEM JESUS DEU A SUA PRÓPRIA VIDA! Por acaso não foi Ele quem disse “Alegrai-vos ó pequeno rebanho, porque ao Pai agradou dar-vos o reino!” Aleluia!

Pr. Eurípedes Soares.

Um servidor do Reino de Cristo.

domingo, 19 de julho de 2009

RAQUEL, EDIFICADORA DA CASA DE ISRAEL

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É comum termos a impressão de que a história é escrita por pessoas extremamente especiais. Convencemo-nos de que Deus somente inclui em seus projetos os fortes, capacitados, habilidosos, perfeitos, os aclamados como heróis. No entanto, pego-me, por vezes, imaginando como é para Deus ter de contar conosco. Já me perguntei como é para Deus ter de contar comigo, ter de contar com os seres humanos, que Ele sabe serem imperfeitos, sendo Ele próprio santo, perfeito. Fico imaginando o tamanho da paciência de Deus, dependendo de pessoas, quando elas são tão falhas. Deus, perfeito, olhando para nós e dizendo: “É, terá de ser com ele mesmo!”. No nosso caso, somos diferentes. Eu mesmo olho para situações da minha vida, para coisas que vivi, coisas da minha história e que, se fosse Deus, diria: “Você, suba: acabou o seu tempo na terra.” Mas, Deus não é assim. Deus olha para as pessoas (que são volúveis, indecisas, inconstantes, orgulhosas, incrédulas, interesseiras, egoístas, resistentes, desapontam-se com facilidade, desistem com rapidez e são até mesmo irreverentes) e sempre acha que pode contar com elas. Deus não desiste! Ele é paciente, ponderado, compassivo, bondoso, misericordioso, perdoador - graças a Deus!
De fato, muitos capítulos da história foram escritos por pessoas comuns, que não possuíam nada de heróico em seu perfil. Essas pessoas eram parecidas conosco. Eram pessoas que enfrentavam seus fantasmas, administravam suas crises, sofriam com a sua condição, deparavam-se, dia após dia, com as suas fragilidades, seus conflitos emocionais e suas debilidades sociais: gente de carne e osso, como eu ou você. Essas pessoas também tinham contas a pagar, precisavam trabalhar, tinham problemas financeiros e tinham uma família (daí não é necessário dizer mais nada); e, se as denominamos “heroínas” porque diziam, “Venho em nome do Senhor”, também, sabemos que outros de seus comentários incluíam, “Senhor, mata-me e recebe logo o meu espírito!”. Talvez, o que as diferencie seja o fato de que creram em seu chamado, apegaram-se às promessas, cumpriram seus propósito na terra, apesar de si mesmas. Essas pessoas reconheceram os seus limites  muitas vezes a duras penas, caindo e levantando, batalhando e lutando , mas, porque creram em Deus, fizeram aquilo que era necessário para cumprir os Seus desígnios para suas vidas; tal como aconteceu com a personagem de hoje, de que trata o capítulo quarto do Livro de Rute. No versículo 11 desse capítulo, lemos o seguinte:
E todo o povo que estava na porta, e os anciãos, disseram: Somos testemunhas; o SENHOR faça a esta mulher, que entra na tua casa, como a Raquel e como a Lia, que ambas edificaram a casa de Israel;
A passagem trata da ocasião em que Boaz, tendo a intenção de se casar com Rute, consulta os anciãos da cidade (para que lhe dêem a sua aprovação) e eles se demonstram favoráveis, abençoando o seu casamento e desejando que Rute lhe seja como esposa o mesmo que Raquel havia sido a Israel, “uma edificadora de sua casa”. Ao lermos essa passagem, de Raquel sendo lembrada como alguém que “edificou a casa de Israel”, tendemos a crer que Raquel era uma mulher “super-poderosa”. Mas, veremos que não é esse o caso; que Raquel era uma moça como qualquer outra, cuja vida se tornou extraordinária apenas por permitir que Deus a “usasse” com poder.
A história de Raquel tem início com a história dos “patriarcas da fé”, que é mais ou menos a seguinte: Deus escolhe um homem no desejo de criar um povo para Si. O nome desse homem é Abrão, que reside na cidade de Ur, do povoado caldeu. O chamado de Abraão (como mais tarde passou a se chamar) exige uma renúncia, ele larga tudo rumo a uma “terra prometida” que jamais conhece, vive como peregrino, e os seus descendentes e que vivem a promessa. Deus lhe diz: “Multiplicarei a sua descendência como as estrelas do céu. De ti farei uma grande nação”. Abraão e Sara, sua mulher, têm um filho chamado Isaque. Isaque tem dois filhos, Esaú e Jacó, e a história de Raquel será contada a partir da (conturbada) história de Jacó, num momento em que é obrigado a fugir do lugar onde vive, procurando apoio na casa de seu tio Labão e passando a saber de sua existência, visto ser sua prima. O capítulo 29 do Livro de Gênesis relata os detalhes desse encontro, nos versículos 10 a 20:
E aconteceu que, vendo a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, irmão de sua mãe, chegou Jacó, e revolveu a pedra de sobre a boca do poço e deu de beber às ovelhas de Labão, irmão de sua mãe. E Jacó beijou a Raquel, e levantou a sua voz e chorou. E Jacó anunciou a Raquel que era irmão de seu pai, e que era filho de Rebeca; então ela correu, e o anunciou a seu pai. E aconteceu que, ouvindo Labão as novas de Jacó, filho de sua irmã, correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e beijou-o, e levou-o à sua casa; e ele contou a Labão todas estas coisas. Então Labão disse-lhe: Verdadeiramente és tu o meu osso e a minha carne. E ficou com ele um mês inteiro. Depois disse Labão a Jacó: Porque tu és meu irmão, hás de servir-me de graça? Declara-me qual será o teu salário. E Labão tinha duas filhas; o nome da mais velha era Lia, e o nome da menor Raquel. Lia tinha olhos tenros, mas Raquel era de formoso semblante e formosa à vista. E Jacó amava a Raquel, e disse: Sete anos te servirei por Raquel, tua filha menor. Então disse Labão: Melhor é que eu a dê a ti, do que eu a dê a outro homem; fica comigo. Assim serviu Jacó sete anos por Raquel; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava.
O verso anterior, de número 9, diz algo interessante: Raquel era pastora. Por conseguinte, Raquel era alguém que trabalhava incansavelmente, não apenas vigiando as ovelhas, mas, dando-lhes água, encontrando os melhores pastos, cuidando de seus ferimentos e até mesmo enfrentando situações de perigo (tais como Davi relata sobre ursos, leões e outros animais perigosos) para protegê-las. Quando alguém trabalha bastante assim, esse alguém demonstra que está pronto, que está à disposição, que tem desejo não de um emprego, mas de trabalhar. E uma pessoa assim vira alvo de Deus. Deus procura pessoas dispostas a trabalhar. Deus não quer pessoas encostadas. Deus não procura pessoas preguiçosas. Deus procura pessoas dispostas a se envolver, a pagar um preço. Talvez, esse seja um método divino, uma vez que, ao lermos a Bíblia, nunca encontraremos histórias de desocupados. Raquel foi escolhida justamente por seu trabalho.
Raquel é também um exemplo de alguém com expectativa de crescer. E ela realmente poderia se encher de esperanças: a escolha de Jacó de trabalhar sete anos para se casar com ela (visto que a amava) representa mais do que sua oração por um marido. Isso lhe chega como uma chamada para edificar algo especial e de valor eterno  os filhos de Raquel estariam entre os doze homens, que formariam as doze famílias constituintes das doze tribos de Israel. Mas, a espera de Raquel é, acima de tudo, uma espera de melhora, uma vez que a novidade inicial de pastorear um rebanho, de ter conquistado a confiança de seu pai, com o passar dos anos, transformou-se em tédio, em dias de espera por algo novo a acontecer, em que se pode arriscar dizer que Raquel estaria até mesmo insatisfeita. Ela, como muitos de nós, estava à espera de uma grande mudança, que ocorreria somente em sete anos (tornando-se, por isso, quase intolerável), mas, que havia resolvido (também como acontece conosco) esperar pacientemente, com confiança de que um dia essa resposta chegaria.
No entanto, não foi isso o que aconteceu. Ao final dos sete anos, em que Raquel finalmente se casaria com Jacó, seu pai, em vez de entregá-la a seu noivo, entrega sua irmã Lia em seu lugar (Gen. 29: 21-24). Quando Jacó descobre que fora enganado, o que (por algum motivo) só veio a acontecer na manhã seguinte ao casamento (Gen. 29: 25), Jacó terá de concordar em trabalhar mais sete anos por Raquel (Gen. 29: 27). Mas, esse não é o ponto. Primeiramente, observamos a influência do “macro ambiente” nas vidas de Jacó e Raquel. Labão não oferecera Raquel a Jacó porque, primeiramente, era costume casar a filha mais velha e (portanto) Lia deveria ser-lhe entregue. Assim, tanto Jacó quanto Raquel deveriam entender que o macro ambiente impunha situações totalmente fora de seu controle, mas que seriam as que mais afetariam as suas vidas. Depois, é necessário examinar a atitude de Raquel, de alguém que, em vez de se revoltar contra seu pai ou sua irmã, ameaçar fugir de casa, incitar Jacó contra a sua família, ou maldizer Deus, incorrendo em rebeldia, fez jus ao significado hebraico de seu nome, “ovelha”, permanecendo em sujeição e obediência e esperando pelo agir de Deus.
De fato, não seria nada fácil o que aguardaria Raquel desse tempo em diante. Olhando para a história de Raquel, penso na expressão “Não dá para piorar mais”. Depois de tudo o que sofrera, ao ser finalmente entregue ao amado (em cumprimento aos demais sete anos que Jacó trabalharia) teve de dividi-lo com a irmã. (Nesse momento, a provavelmente a própria Raquel deve ter pensado que não haveria como as coisas piorarem mais). Não obstante a tamanho infortúnio  haveria, de fato, como as coisas piorarem no que pode ser descrito como uma “seqüência de golpes” atingindo a vida de Raquel , o versículo 31 (do mesmo capítulo 29) dá conta de que Lia era fértil e Raquel, estéril. Desse modo, além da tristeza e frustração de não poder dar filhos a seu marido (mesmo sabendo que ele a amava), Raquel teria de suportar a alegria da fertilidade da irmã que, até o final do capítulo 29, no verso 35, já havia dado quatro filhos a Jacó. E Raquel, então, peca. O primeiro versículo do capítulo 30 relata que Raquel teve inveja de sua irmã e recebeu o furor de seu marido (Gen. 30: 2), pois, em um momento de desespero, em que até mesmo oferecera sua serva a ele para que tivesse filhos por meio dela (Gen. 30: 3 em diante), deixa expressar sua angústia, ao que recebe uma reprimenda.
Isso nos faz lembrar da nossa própria condição, quando chegamos ao ponto em que as coisas deveriam começar a acontecer, em que deveríamos começar a gerar e que, em vez disso, percebemos que falhamos, que não conseguimos suprir as necessidades para as quais fomos designados. De repente, nada de gerar, nem frutificar e nos sentimos fracassados como pessoas, como profissionais e ministerialmente. Sentimo-nos estéreis. E tudo realmente poderia estar perdido, não fosse pelo nosso Deus, que, assim como atentou para o sofrimento de Raquel e lhe concedeu um primeiro filho (Gen. 30: 22, 23), “tirando-lhe a vergonha” (Gen. 30: 23) e preparando o grande salvamento para o povo hebreu  uma vez que esse filho, José, seria vendido ao Egito mas, tornar-se-ia o segundo homem mais importante dessa nação e responsável pela sobrevivência de seu povo , Deus não se esquecerá daqueles que confiam Nele, daqueles que O buscam, daqueles que acreditam. Ele tem o tempo certo para tudo e você, certamente, começará a gerar. Quando você cumpre as etapas, espera o tempo certo, não força uma situação, não força o coração de Deus, você está gerando a resposta. E quando Deus vem é para honrá-lo, para mudar os seus dias!
Lembre-se do final da história de Raquel, de que Deus se lembrou dela; de que era uma moça comum, que queria mostrar ao mundo que dava para confiar em Deus. Ela queria que as pessoas olhassem para ela e dissessem: “O Deus dela é maravilhoso, o Deus dela é poderoso”. Ela passou pelo que passou, mas a sua história mudou. Houve um momento em que a maré virou e hoje é evidente para quem quer que seja que o Deus de Raquel está vivo e é real. Essa era a sua motivação; essa era a sua intenção; e deverá ser a sua própria. Vale a pena confiar em Deus. Vale a pena esperar Nele. Por piores que sejam os seus sentimentos, por mais difícil que seja o que Deus lhe pedir, por mais complexo que seja esperar o tempo divino, faça aquilo que Deus lhe pede. Vai chegar um tempo em que as coisas começarão a mudar. Vai chegar um tempo em que Deus se lembrará de você. E quando as atenções de Deus se voltam para a sua vida, é o momento em que verdadeiramente a sua sorte será mudada.
Deus o abençoe,
Ap. Rina.

GERANDO FILHOS ESPIRITUAIS

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Uma das sensações mais agradáveis a um líder é a certeza de formar um corpo com sua congregação. Não importando a procedência de cada membro, o melhor é saber que somos “um”, que somos um corpo, que somos uma família. De fato, o conceito divino de Igreja nunca esteve associado a edifícios, programações, métodos ou organizações (que são, antes, necessidades humanas), mas ao conceito de família. A Igreja é um organismo vivo, uma família, originária dos relacionamentos entre pessoas que, por sua vez, relacionaram-se previamente com Deus por meio de Jesus. E o projeto de Deus para a Igreja é que essas famílias se reproduzam ao longo das gerações.
Deus olha para a humanidade pela perspectiva genealógica. Seu plano espiritual inclui a reprodução contínua da família, manifesta especialmente na geração de “filhos espirituais”. E se não dermos continuidade ao que está sendo feito, corremos o risco de presenciar a morte dos projetos de Deus no nosso meio. Quando não produzimos filhos, nossa posteridade espiritual é atrofiada, nosso legado é dissipado: tornamo-nos apenas um vento que passou numa geração, abortando a geração seguinte.
Um dos segredos do sucesso da Igreja primitiva está justamente na geração de filhos, expressa particularmente no texto bíblico em 1Cor. 4:15-17:
Porque, ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores. Por esta causa, vos mandei Timóteo, que é meu filho amado e fiel no Senhor, o qual vos lembrará os meus caminhos em Cristo Jesus, como, por toda parte, ensino em cada igreja.
Nesse trecho, o apóstolo Paulo, na condição de pai da Igreja de Corinto (visto que a gerou no Evangelho), envia Timóteo para ministrar aos fiéis, como se ele próprio os tivesse ministrando. Timóteo, que fora treinado, ensinado e discipulado por ele, acompanhando-o em viagens e recebendo da mesma unção, como filho de primeira geração, poderia ministrar em seu lugar como se ele mesmo estivesse ministrando. Observe que (no verso 17) Paulo não diz, “Por meio de Timóteo, vocês se lembrarão dos caminhos de Deus, ou dos caminhos de Jesus”, mas, “[Ele] vos lembrará os meus caminhos em Cristo Jesus”. O que Paulo quer dizer é que ele é um referencial, um modelo para a Igreja, que os fiéis devem viver do mesmo modo que ele, pois essa é a vontade de Deus. Foi por isso que a Igreja primitiva expandiu na terra.
A comprovação da perspectiva genealógica de Paulo é vista em 2Timóteo 2:2, quando diz a esse discípulo: “E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros”. Paulo está orientando Timóteo a que, ao ouvir os testemunhos sobre ele, transmita-os a outras pessoas (que formarão uma segunda geração) e que essas pessoas sejam capazes de, da mesma maneira, transmiti-los a outras (que formarão a terceira geração e assim sucessivamente). E, à medida que Timóteo transmite os ensinamentos de Paulo a outros, e esses por sua vez, os passam aos seguintes, Paulo (pai de Timóteo) torna-se, avô, bisavô e tataravô de muitas gerações.
O mesmo deve acontecer conosco: Deus nos chamou a gerar uma linhagem espiritual e essa é também uma promessa para cada cristão. Deus deseja que nos tornemos pais espirituais e que, depois de nós, nossos filhos gerem outros filhos, perpetuando a família. Essa é a nossa herança e que deverá ser apresentada no céu, quando estivermos diante de Cristo. No “Dia do Senhor”, o fruto do nosso ventre é que será ofertado: “Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão” (Salmo 127:3).
Não é fácil gerar filhos. Como a geração de filhos faz parte da mentalidade de um novo tempo, do despertar para a necessidade de paternidade da parte de Deus na terra, essencialmente, a geração de filhos é parte de um período de transição e todas as transições são muito difíceis. Quando Deus faz algo novo e somos obrigados a entrar em territórios desconhecidos, sentimo-nos desorientados, desgastados e pressionados e entramos em conflito muito facilmente.
Uma das primeiras dificuldades que enfrentamos é o fato de que a paternidade exige muito de nós. A chegada de um filho transforma completamente as nossas vidas, não apenas inserindo-nos em uma nova rotina, mas mudando o enfoque das nossas prioridades. Aquele que deseja gerar filhos deve pensar menos em si mesmo e concentrar-se no que Deus está realizando por meio de sua vida. É necessário pensar como Paulo, em 1Cor. 10:33: “assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos”; ter a atitude de desprendimento de Abraão, ao despedir-se de Ló, colocando-se em segundo plano para que a segunda geração tivesse a primazia (leia Gen. 13); e a abnegação do próprio Jesus que, “sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza vós vos tornásseis ricos” (2Cor. 8:9).
Há também que se superar dois sentimentos antagônicos: por um lado, a tristeza pela possibilidade de incompreensão por parte dos filhos (uma vez que, ao crescerem, eles geralmente se rebelam, os pais passam de heróis a retrógrados e existe sempre muita ingratidão); e, por outro lado, o ciúme que se possa nutrir intimamente por eles. No caso ministerial, esse problema é tão sério, que pode levar um líder não apenas ao sentimento de posse com relação aos membros (julgando-os seu rebanho em vez de rebanho do Senhor [leia 1Pedro 5:2]), como incorrerem em situações de competitividade com outros líderes, tão prejudicial à vida espiritual e à Igreja como corpo.
E, por fim, há que se vencer o próprio medo de envelhecer. Se gerar filhos significa tornar-se patriarca de gerações (ou seja, não apenas pai, mas avô, bisavô, e assim por diante), o que fatalmente implica em envelhecimento, há que se ter em mente o Salmo 92:14, que nos assegura que “Na velhice [os que geram] darão ainda frutos, serão cheios de seiva e de verdor”.
De fato, para gerar filhos é preciso seguir o exemplo de Elias. Elias foi um profeta muito ungido e que, ao transferir a sua unção para Eliseu, forjou as gerações vindouras dos filhos de Israel. As instâncias dos feitos de Elias são conhecidas: seu destemor ao desafiar o Rei Acabe e os caminhos tortuosos da nação israelense (1Reis 18:17-18), sua fé ao orar para que não chovesse sobre a terra por três anos e meio (lembrado pelo apóstolo Tiago, em Tg 5:17), o que realmente aconteceu; e são conhecidas também as suas falhas: por exemplo, por preferir andar sozinho a maior parte do tempo, Elias incorreu em situações de julgamentos errôneos e sentiu-se desencorajado, tornando-se propenso a ciladas do inimigo (leia 1Reis 19:3-4). Aquele que se isola sempre se torna um alvo fácil.
No entanto, ao transferir a capa a Eliseu, ao mesmo tempo que Elias lhe confere (e assim à geração seguinte) uma porção dobrada de sua unção, continua em sua posição de honra, pois, aquele que é enviado não é maior do aquele que o envia. Embora Eliseu tenha realizado o dobro das obras de Elias, Elias permaneceu como o profeta maior.
E o mesmo pode ocorrer conosco: se confiarmos os assuntos de Deus às gerações que nos precedem e as treinarmos a depender somente Dele (jamais de nós mesmos!), ao mesmo tempo que os veremos cheios de poder e realizando obras até mesmo maiores, perceberemos o nosso próprio crescimento. Quanto mais damos, mais recebemos de Deus. Quanto mais unção se transfere, mais o nosso vaso se enche. E, porque geramos, veremos o nosso próprio ministério triunfar em vitória.
Deus o abençoe,
Ap. Rina.

NEQUE-SE A SI MESMO!!!

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sexta-feira, 10 de julho de 2009

observando




O pastor de uma igreja decidiu observar as pessoas que entravam para orar.
A porta se abriu e um homem de camisa esfarrapada adentrou pelo corredor central.


O homem se ajoelhou, inclinou a cabeça, levantou-se e foi embora.
Nos dias seguintes, sempre ao meio-dia, a mesma cena se repetia.
Cada vez que se ajoelhava por alguns instantes, deixava de lado uma marmita.


A curiosidade do pastor crescia e também o receio de que fosse um assaltante, então decidiu aproximar-se e perguntar o que fazia ali.
O velho homem disse que trabalhava numa fábrica, num outro bairro da cidade e que se chamava Jim.


Disse que o almoço havia sido há meia hora atrás e que reservava o tempo restante para orar, que
ficava apenas alguns momentos porque a fábrica era longe dali.


E disse a oração que fazia:
'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar, mas eu penso em você todos os dias.
Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'


O pastor, um tanto aturdido, disse que ele seria sempre bem-vindo e que viesse à igreja sempre que desejasse.
'É hora de ir' - disse Jim sorrindo.

Agradeceu e dirigiu-se apressadamente para a porta.


O pastor ajoelhou-se diante do altar, de um modo como nunca havia feito antes.
Teve então, um lindo encontro com Jesus.
Enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, ele repetiu a oração do velho homem...


'Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar mas penso em você todos os dias.
Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.'


Certo dia, o pastor notou que Jim não havia aparecido.

Percebendo que sua ausência se estendeu pelos dias seguintes, começou a ficar preocupado. Foi à fábrica perguntar por ele e descobriu que estava enfermo.

Durante a semana em que Jim esteve no hospital, a rotina da enfermaria mudou. Sua alegria era contagiante.


A chefe das enfermeiras, contudo, não pôde entender porque um homem tão simpático como Jim não recebia flores, telefonemas, cartões de amigos, parentes... Nada!


Ao encontrá-lo, o pastor colocou-se ao lado de sua cama. Foi quando Jim ouviu o comentário da enfermeira:

- Nenhum amigo veio pra mostrar que se importa com ele. Ele não deve ter ninguém com quem contar!!


Parecendo surpreso, o velho virou-se
para o pastor e disse com um largo sorriso:

- A enfermeira está enganada, ela não sabe, mas desde que estou aqui, sempre ao meio-dia ELE VEM! Um querido amigo meu, que se senta bem junto a mim, Ele segura minha mão, inclina-se em minha direção e diz:


'Eu vim só pra lhe dizer quão feliz eu sou desde que nos tornamos amigos. Gosto de ouvir sua oração e penso em você todos os dias.
Agora sou eu quem o está observando... e cuidando! '


Jesus disse: 'Se vós tendes vergonha de mim, também me envergonharei de vós diante do meu Pai.'

E se você não está envergonhado, passe essa mensagem adiante.

Jesus é sempre o melhor amigo.



SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO OBSERVADO (a)!

TENHA UM LINDO DIA!

LEIA SOMENTE SE VOCÊ TIVER TEMPO PRA DEUS.



DEIXA EU TE PEDIR UMA COISA: TENHA CERTEZA, QUE VOCÊ IRÁ LER ATÉ O FIM, EU QUASE DELETEI ESSA MENSAGEM, E FUI ABENÇOADO QUANDO EU TERMINEI DE LER.


A FALTA DE TEMPO PARA DEUS É EXATAMENTE O QUE TEM CAUSADO UMA PORÇÃO DE PROBLEMAS NO MUNDO EM QUE VIVEMOS.

NOS RESUMIMOS EM ENCONTRAR DEUS SOMENTE NAS IGREJAS AOS DOMINGOS DE MANHÃ

TALVEZ NOS DOMINGOS À NOITE..

NOS OCUPANDO COM NOSSAS OBRIGAÇÕES DURANTE A SEMANA TODA.


LEMBRAMOS D' ELE SOMENTE QUANDO ESTAMOS DOENTES

E CLARO, EM VELÓRIOS , QUANDO PERDEMOS ENTES QUERIDOS.

PORÉM, NÃO TEMOS TEMPO PRA ELE DURANTE O TRABALHO, LAZER ETC..

NÃO IMPORTA EM QUE LUGAR DO MUNDO, SIMPLESMENTE , ACHAMOS QUE PODEMOS NOS VIRAR SOZINHOS.

QUE DEUS NOS PERDOE POR ESSES PENSAMENTOS!

NÃO EXISTE TEMPO OU LUGAR EM QUE ELE NÃO POSSA ESTAR CONOSCO.

DEVERÍAMOS SEMPRE PARAR E PENSAR EM TUDO QUE ELE FEZ E TEM FEITO POR NÓS

SE VOCÊ NÃO ESTIVER ENVERGONHADO CONTINUE LENDO ABAIXO.


JESUS DISSE: SE SENTIRES VERGONHA DE MIM EU TAMBÉM SENTIREI VERGONHA DE VOCÊ QUANDO ESTIVERMOS NA FRENTE DE MEU PAI.

CONTINUE APENAS SE VOCÊ O AMA.

SIM, EU AMO MEU DEUS! ELE É A RAZÃO DA MINHA EXISTÊNCIA E MEU SALVADOR!

ELE ME MANTÉM VIVO A CADA DIA. SEM ELE EU NÃO SERIA NADA, MAS COM ELE ME SINTO FORTE.


SE VOCÊ AMA À DEUS E NÃO SENTE VERGONHA DELE, NEM DE TODAS AS COISAS MARAVILHOSAS QUE ELE TEM FEITO POR VOCÊ, ENVIE ESTA MENSAGEM A TODOS OS AMIGOS.

AINDA TEM TEMPO PRA CONTINUAR LENDO?

FÁCIL X DIFÍCIL

POR QUE É TÃO DIFÍCIL DIZER A VERDADE E TÃO FÁCIL CONTAR UMA MENTIRA?

POR QUE SENTIMOS TANTO SONO NA IGREJA DURANTE O SERMÃO, MAS ACORDAMOS RAPIDINHO QUANDO ESTÁ QUASE TERMINANDO O CULTO?

DE TODOS OS PRESENTES QUE RECEBEMOS DE GRAÇA, A ORAÇÃO É O MAIS IMPORTANTE.

NÃO CUSTA NADA E TRAZ MARAVILHOSAS RECOMPENSAS!

NÃO É ENGRAÇADO COMO AS PESSOAS RECUSAM À DEUS E DEPOIS SE PERGUNTAM PORQUE O MUNDO PARECE O INFERNO?

NÃO É ENGRAÇADO COMO AS PESSOAS DIZEM : SIM EU CREIO EM DEUS, MAS AINDA CONTINUAM ADORANDO SATANÁS, QUE A PROPÓSITO, TAMBÉM ACREDITA EM DEUS.

NÃO É ENGRAÇADO COMO VOCÊ ENVIA MILHARES DE PIADAS E ELAS SE ESPALHAM COMO UM INCÊNDIO NUMA FLORESTA, MAS QUANDO VOCÊ OU ALGUÉM COMEÇA LER UM MENSAGEM EM UM BLOG E PERCEBE QUE É SOBRE DEUS PENSA MIL VEZES ANTES DE DIVIDI-LO COM OS AMIGOS DA SUA LISTA ?

NÃO É ENGRAÇADO QUE QUANDO VOCÊ TERMINAR DE LER ESSA MENSAGEM, VOCÊ NÃO IRÁ MANDAR PARA TODOS SEUS AMIGOS, PORQUE NÃO TEM CERTEZA SE ELES ACREDITAM EM DEUS OU NÃO , OU PORQUE SE SENTIRÁ ENVERGONHADO A RESPEITO DO QUE VÃO PENSAR SOBRE VOCÊ, POR MANDAR UMA MENSAGEM SOBRE DEUS?

NÃO É ENGRAÇADO QUE EU ESTOU MAIS PREOCUPADO NO QUE AS PESSOAS IRÃO PENSAR DE MIM, DO QUE SOBRE O QUE DEUS IRÁ PENSA DE MIM ?